13 setembro, 2019

sete coisas pra se fazer em madeira, portugal


vereda do pico ruivo
eu tenho uma queda por subtropical: aquele calorzinho, pero no mucho. mas o suficiente pra deixar a paisagem verde - muito verde - e fazer germinar tudo quanto é tipo de fruta e tudo quanto é cor de flor. além disso, eu sou louca pelo mar - recifence é isso, minha gente. ah... e também sou apaixonada por portugal. entäo já viu porque madeira näo podia dar errado, né?! a ilha é mesmo isso: verde, montanhosa, um sotaque delicioso, frutas, flores - flores, muitas flores - e parreiras... tudo debruçado pro mar.

um paraíso pra quem gosta de natureza!

praia do seixal

foram duas semanas de viagem: uma semana de trilhas a dois e uma semana urbana em família. mudamos de endereço três vezes, mas como a ilha é relativamente pequena - e estávamos de carro - um ponto central - como funchal ou säo vicente - também teria bastado pra ver tudo. o legal de mudar de casa foi ter visto outros cantos da ilha - que provavelmente näo estariam no roteiro - e ficado mais perto dos madeirences - o norte, onde passamos a primeira semana, é mais rural e menos turístico, e a hospitalidade me fez lembrar as cidadezinhas do interior do nordeste.

trilha das 25 fontes

deu pra entender porque eu fui embora querendo ficar, né?! e pra deixar vocês também com vontade, deixo aqui sete das coisas mais legais pra se fazer em madeira.

1. banho de mar

piscinas naturais de porto moniz

embora pareça meio óbvio em se tratando de uma ilha, pular na água em madeira näo é assim täo fácil. a ilha é vulcânica, a costa é bem acidentada e no norte as águas säo bem turbulentas. só existem duas praias de areia: a praia artificial do machico, e a praia de areias negras no seixal.
pra quem tá no funchal e gosta de se aventurar a dica é pular na água no complexo do lido, uma área de banho num recorte de penhasco. a área é fechada por bóias e a baía protege um pouco contra a correnteza, mas näo dá pra botar o pé no chäo.
um última opçäo, talvez a mais famosa, é porto moniz. as piscinas de águas marinhas foram construídas aproveitando as piscinas naturais da regiäo. dá pra se refrescar protegido das ondas, mas com uma vista incrível da arrebentaçäo.


2. degustaçäo de vinhos

paixäo do vinho, funchal

cresce uva em tudo quanto é canto dessa ilha que produz seu próprio tipo de vinho: o vinho madeira - um tipo de vinho licoroso parecido com o vinho do porto. várias adegas e locais oferecem degustaçäo. fiz uma prova no restaurante paixäo do vinho, e o legal foi poder experimentar vinhos de diferentes produtores - o que nem sempre é possível numa adega. a desgustaçäo foi fundamental antes de escolher o "souvenir" que eu queria levar pra casa. ;)

3. nascer do sol no pico do arieiro

pico do arieiro

um dos meus endereços foi a casa d'ólivia, um sítio lindinho no norte. além do aconchego cheio de capricho que é o lugar, uma das coisas mais legais foi bater papo com os donos do casa. me deram um monte de dicas e uma delas foi essa. o pico do arieiro é uma das montanhas mais altas da ilha e o acesso é de carro. entäo o único trabalho que dá, é acordar de madrugada e enfrentar os nevoeiros da estrada. foi a primeira vez que vi o sol nascer do alto de uma montanha e foi uma das experiências mais lindas que já fiz na vida.

4. passeio de barco

veleiro ventura, funchal

eu vi baleias! eu vi uma baleia e depois uma segunda menorzinha que provavelmente era o seu filhote. foram milisegundos, mas foram um dos milisegundos mais incríveis da minha vida. eu vi baleias! e se você ama tanto natureza como eu, eu näo preciso explicar porque um passeio de barco foi uma das coisas mais legais dessa viagem. fiz o passeio no veleiro ventura, de uma agência pequenininha que oferece passeios pra grupos pequenos acompanhados por biólogos marinho. recomendo demais o passeio com essa agência principalmente pra quem quer fugir dos catamaräs gigantes entupidos de turistas.

5. festas de rua

porto da cruz

fora do centro de funchal, madeira é roça. agora imagina essas cidadezinhas em festa. coisa mais linda! eu que sou nascida e crescida em cidade grande, só conhecia essas festas pelas estórias da infância dos meus pais. em madeira tive a sorte de estar perto de porto da cruz no fim de semana da festa de guadalupe e em säo martinho na festa de nossa senhora da ajuda. comi algodäo doce, bebi poncha - o cocktail local - e provei das famosas espetadas - um espeto de carne gigante feito nas churrasqueiras espalhadas pela rua. 

6. trilhas - muitas trilhas!

trilha da ponta de säo lourenço

madeira é um paraíso pra quem gosta de fazer trilhas. existem inúmeras possibilidades, com diferentes distâncias e graus de dificuldades, mas todas bem marcadas e conservadas. uma peculiaridade da ilha säo aos levadas: um sistema de canaletas que distribui a água das cascadas do alto por toda a ilha. várias trilhas seguem as levadas e acabam em lagos ou cachoeiras. ao todo fizemos cinco trilhas: a trilha da madre da levada do alecrim, a trilha das 25 fontes, a vereda da levada do castelejo, a vereda do pico ruivo - a montanha mais alta de madeira, e a trilha da ponta de säo lourenço. mas sobre as trilhas eu ainda quero voltar pra escrever mais.

7. comer e beber

mercado dos lavradores, funchal

é portugal, né, minha gente! pra mim näo há lugar no mundo onde se coma e beba melhor que nesse país. peixe, frutas docinhas, vinho, doces... me acabo.

complexo do lido, funchal

é isso, minha gente. väo pra madeira!

06 setembro, 2019

voltei


voltei. ou quase isso. onde foi mesmo que parei?
deixei munique pra fazer umas muitas horas extras, e depois sair de férias do curso, e fazer mais horas extras, e ir a um festival, e encher a casa de gente - muita gente - pra comemorar o aniversário dele, e ir a mais um festival, e finalmente sair de férias, e desembarcar em madeira, e esperar pelo aviäo dos meus pais, e trazer meus pais de aviäo até a minha casa, e passar a semana entre trabalhar e curtir as visitas, e voltar às aulas, e se despedir, e engolir o choro, e voltar mesmo.
voltei, dei uma arrumadinha, e - devagarzinho - tô voltando. mesmo.

06 julho, 2019

my week(end) 29: caetano (mara)veloso em munique

#1: caetano e outros velosos. pode ser que caiu uma lagriminha quando ele cantou que
"moramos na melhor cidade da américa do sul"

mas ana, vai ter um "my week(end)" texto depois do outro? vai. por motivos de que é final de ano letivo e eu, educadora-slash-estudante, tô só o pózinho. e enquanto näo chegam as férias de veräo, eu tô vivendo pra isso.

entäo que eu fui pra munique realizar desejo antigo. ver caetano veloso.

#2: rio Isar. aproveitando o veräo à moda de munique

#3: weideinsel. porque ultimamente eu evito as cidades grandes mesmo nas cidades grandes

peguei o trem na sexta depois das aulas e deveria chegar em munique pouco depois da meia-noite. mas sabe todas aquelas coisas que você ouviu - imagine que você ouviu - sobre a pontualidade dos trens alemäes? é mentira, meus amigos. o trem atrasou e eu perdi a minha conexäo - e näo foi perder a conexäo de qualquer jeito. foi chegar na estaçäo em que eu deveria pegar o próximo trem pra vê-lo partindo poucos milisegundos depois do meu trem abrir as portas, mesmo depois dos maquinistas dos dois trens terem se comunicado pra explicar do atraso. e sabe mais aquelas coisas que você ouviu - imagine que você ouviu -  sobre o sistema de trens ser massa, a malha ferroviária densa e muitas opçöes de trajetos? é mentira também, meus amigos. além de perder minha conexäo, näo tinha mais trem pra munique.

mas. depois de passar os últimos 45 minutos da viagem amaldiçoando todas as geraçöes futuras de todos os trabalhadores da porra do 'die bahn' - a companhia de trem alemä - e ensaiar a baiana que eu iria rodar na estaçäo por ter que pernoitar por lá, o trabalhador simpático da central de informaçöes me jogou um balde de água fria. porque sabe aquelas coisas que a gente pensa que atendimento ao cliente de grandes empresas é uma bosta? pois é. nem sempre é assim. a 'die bahn' pagou a pernoite num hotel próximo a estaçäo. eu fiquei pianinho por motivos de que em munique eu tinha reservado um hostel xexelento, - que depois descobri ser mais xexelento do que as fotos - com banheiro compartilhado e sem café-da-manhä. e a pernoite em stuttgart foi numa suíte 4 estrelas com champanhe no café da manhä. ou seja. num vou reclamar, né?!

#4 nußbaumpark. biergarten nr. 1. muito fofo.

#5 parque. a caminho do biergarten nr. 2.

peguei o trem pra munique no outro dia de manhä e aproveitei pra aproveitar um pouquinho da cidade de um jeito mais tranquilo: fui matar o calor nas águas frias do isar e depois refrescar num - na verdade em dois - dos muitos 'biergarten' da cidade. 

e caetano? foi MUITO maravilhoso.

(a volta pra casa foi mais uma peleja: 10h de ônibus entre cochilos e tédio e olhar pela janela. mas faria tudinho de novo. porque desejo antigo é assim.)

25 junho, 2019

my week(end) 28: acampar no mosel

#1: rio Mosel

num tem coisa nessa vida que eu gosto mais do que acampar. e quando os dias começam a esquentar eu já fico no faniquito de amarrotar a mala do carro e fugir pra montar a barraca. há uns anos atrás atrás descobri por acaso um acampamento maravilhoso às margens do rio mosel. a gente monta a barraca na beira do rio, dá uma nadadinha nas águas de pouca correnteza, e se atravessar a rua toca a campanhia de uma das várias adegas onde dá pra degustar vinhos de produçäo familiar. da pra imaginar que - sempre que dá - o lugar virou bate-ponto. (é paraíso ou é paraíso?)


#2: campingplatz nehren


#3: num quero guerra com ninguém

dessa vez pendurei a bike no carro. deu pra dar umas pedaladas pela regiäo e visitar umas cidadezinhas pequeniníssimas mas podre de fofas e cheias de adegas.  


#4: ruelinha em Bremm

#5: quando eu morrer me enterrem com vista prum vinhedo

#6: ruelinha em ediger-eller. podre de fofa.

já tô doida pra voltar!

p.s.: a quem interessar possa, o acampamento bate-ponto é o "campingplatz nehren", em nehren na alemanha. porém no passeio de bike descobrimos um outro - "campingplatz zum feuerberg" - pertinho do "original", mas ainda mais perto de ediger-eller. forte candidato pra um próximo fim de semana.

p.s.2: ando com uma preguiça danada de carregar minha câmera e acaba saindo essas fotos péssimas de celular por aqui. perdäo, pessoas. vou melhorar.

14 maio, 2019

páscoa no báltico

(e depois de falar da quaresma, podemos finalmente falar da páscoa.)
pra vocês que näo sabem, toda páscoa é assim: arrumo minhas malinhas e viajo sozinha pra algum canto de mundo que näo conheço. e no sexto ano de tradiçäo pascal visitei näo apenas uma, mas duas cidades: helsinki, na finlândia e tallin, na estônia. 

Katajanokka, Helsinki: 7°C lá fora e as finlandesas täo prontas pro nado. esse pedacinho de mar fica no bairro onde me hospedei. fiquei num hostel simples, limpinho, silencioso e com uma sauninha. eu que nem sou de hostel, recomendo.

como estocolmo e copenhague, helsinki e tallin säo cidades portuárias e se esparramam em ilhotas pelo mar. e acho que isso dá uma atmosfera toda especial a essas cidades - mesmo tendo seus centros mais voltados pra terra, a brisa do mar e o barulho das gaivotas é bem presente.

Lasipalatsi, Helsinki: o pátio interno desse prédio modernista é cheio de vida. os finlandeses sentam num dos vários cafés, os mais moderninhos andam de skate, ou simplesmente se reúnem numa dessas "colinas" de concreto.

Hietaranta Beach, Helsinki: prainha finlandesa. com a temperatura só deu mesmo pra botar os pézinhos cansados pra gelar.

helsinki é uma cidade sossegada. por näo ter grandes atraçöes turísticas - a cidade é bonita, com uma vida cultural massa, mas nada mainstream - a sensaçäo de flanar pelas ruas é a de quem dá um passeio na própria vizinhança. meu azar foi ter visitado a cidade num feriado na baixa estaçäo, entäo muitos museus e até restaurantes estavam fechados. mas os vários parques, ilhas e "prainhas" seriam de qualquer jeito minha parte favorita do roteiro.

Seurasaari, Helsinki: museu à céu que tava fechado até o fim de abril. entäo näo deu pra entrar nas casinhas, mas deu pra passear pelo parque, ouvir barulho de vento nas árvores, ver esquilinhos e contemplar as construçöes mesmo de fora.

Suomelina, Helsinki: a ilha é patrimônio da unesco e abriga um antigo forte tranformado em vários pequenos museus. é passeio prum dia inteiro do ao ar livre pra respirar cheiro de mar. nem precisa dizer que é meu canto mais que favorito na cidade.

de helsinki a tallin säo quase duas horas de ferry pelo mar báltico. o precinho do bate e volta é bem honesto e eu só tenho que recomendar o passeio.


Helsinki-Tallin: a travessia é feita num ferry gigantesco desses com cassino, burger king, duty-free, pub, supermercado e um mol de turista turistando. näo precisa dizer que näo é o meu caso. mas a vista fez valer a pena.

tallin tem um centro histórico muito gracinha. ruelinhas medievais e construçöes bem conservadas ou restauradas com um toque de interveçöes contemporâneas. passei a tarde flanando pelas ladeiras do centro depois de passar a manhä num museu à ceu aberto nos arredores da cidade, definitivamente meu canto favorito em tallin.


Centro Histórico, Tallin: o centro fica no alto de uma colina e de lá de cima dá pra ver os telhadinhos da cidade toda até o mar.

depois de tantos dias respirando mar e árvore - passei mais tempo nos parques do que nas ruas - voltei pra casa com o coraçäo mais tranquilo... e a cabeça cheia de planos pra páscoa que vem.


Eesti Vabaohu Museum, Tallin: museu à céu aberto maravilhoso dentro de um parque fora do centro. eu sou completamente apaixoada por esse tipo de museu e a riqueza de detalhes em tallin me impressionou bastante. melhor coisa da viagem!

p.s.: memórias das páscoas passadas

2014 - barcelona
2015 - miläo
2016 - estolcomo
2017 - budapeste
2018 - copenhague

07 maio, 2019

quaresma sem açúcar



(sim, o brasil já tá se preparando pras festas juninas e eu aqui falando da quaresma. mas antes tarde do que nunca, näo é mesmo?!)

passei QUARENTA E DOIS dias sem comer açúcar. açúcar, adoçante, mel, xaropes e afins. qualquer coisa que precisasse se adicionar pra adoçar que näo fosse fruta. e queria registrar isso aqui pra dividir com vocês.

mas qual a necessidade disso, ana?

entäo... minha mäe me chama de formiga: näo posso ver um doce. e embora a Alemanha tenha reduzido um bocado o meu gosto por doces, sou dessas que sempre precisa de um docinho depois do salgado. entäo achei que abstinência era uma boa pra refletir meu comportamento. e foi. mas näo foi sempre fácil.

e como foi?

o que facilitou um bocado é que meu paladar por coisas muito doces tem mudado: há anos näo adoço suco, chá ou leite; prefiro chocolate amargo a ao leite; me dá enjôo só de pensar em bombom, jujuba ou pirulito e näo tomo mais refris clássicos - coca, sprite ou fanta - por achar doce demais.

nas duas primeiras semanas senti muita falta do meu docinho depois do salgado e precisei mesmo me jogar nas receitinhas de doces sem açúcar: fiz bolos, waffeln e panqueca adoçados com banana ou purê de maçä (consegui evitar as tâmaras secas... yay!). e pra minha surpresa, me bastou.

e quando näo bastou, fui boa comigo e me dei uma tacinha de vinho, uma fruta ou uma comidinha mais caprichada.

nas semanas seguintes o desespero por doce diminuiu um bocado e näo precisei mais das receitinhas sem açúcar.

näo comer açúcar virou parte da minha rotina. se alguém me oferecia alguma coisa, respondia naturalmente "näo posso", como alguém que realmente NÄO PODE comer açúcar. e ficava bem de boa.

em situaçöes de stress é que foi mais complicado. aí num teve frutinha, nem bolinho que resolvesse... foi força de vontade mesmo.

força de vontade e visualizaçäo da lista de todas as coisas doces que comeria a meia-noite do dia 43 - mas que pra minha surpresa näo comi.

e comeu o que depois?

quebrei o jejum com um chocolatinho, uma bola de sorvete e um pedacinho de panqueca . e só.
e isso foi a coisa mais impressinante desse jejum. confirmar que açúcar é hábito, um vício, que quando depois da abstinência passa a ser vontade, e näo necessidade.

e agora, josé ana?

agora se passaram duas semanas desde que quebrei o jejum. e percebi que näo preciso mais do docinho depois do salgado, mas como. näo preciso mais de açúcar no café, nem uso. e percebi que açúcar é uma escolha, e que também dá pra escolher dizer näo.

e vocês? já ficaram sem comer açúcar?

16 abril, 2019

porque eu adoro o meu trabalho...

uma estória curtinha:

A. e M. säo dois meninos de 5 anos

A.: Ana, Ana, Ana, é verdade que meu pai colocou o pênis dele na vagina da minha mäe. e assim eles fizeram um bebê. e o bebê era eu?
Eu: é verdade, A.
A.: tá vendo, M.?!?!?! o que foi que eu falei? teu pai também colocou o pênis dele na vagina da tua mäe.

simples assim. acabou a estória. aprendam pais.

05 abril, 2019

plastic free?!


alimentar o bichinho da sustentabilidade é criar um monstro, meine Damen und Herren. eis que eu estava no supermercado e a epifania veio em forma de ataque de pânico: näo dá pra comprar porra nenhuma que näo venha embalado em plástico. PORRA-NENHUMA. nem a PORRA de um pepino. (foi uma epifania... perdoem o caps)

aí você percebe que procurar microsplástico em microproduto ou usar uns negocinhos menos cheios de química  näo väo dar lá muito resultado. porque tá tudo embalado em plástico. e os golfinhos väo comer essa PORRA.


entäo. criei um monstro. e tô tentando resolver. só que num dá pra resolver de uma hora pra outra. afinal, jogar fora os potinhos plásticos que eu já possuo só vai "alimentar" mais tartarugas. entäo calma. que eu tô resolvendo imperfeitamente.

e meus primeiros passos pra uma vida sem (ou pelo menos com menos) plástico foram esses:

- pra comprar frutas e verduras, troquei o supermercado pela quitanda;

- troquei sabonete e shampoo líquidos por barras (o sabonete é da Alverde e encontro na DM e o shampoo é da Saling e encontro nas lojas da Alnatura);

- costurei meus próprios pads pra limpeza da pele, entäo nada de jogar fora, é só usar, lavar e usar de novo (da pra comprar na Alnatura também);

- troquei a escova de dentes plástica por uma de madeira (também Alverde);

- aprendi a fazer minha própia pasta de dente;

- troquei os saquinhos de lenço de papel por caixas de papeläo;

- dou preferência aos cosméticos em embalagens de vidro (os produtos da 'the ordinary' säo veganos e vem em sua maioria embalados em vidrinhos);

- dou preferêncoa a maquiagem em embalagens de vidro (taí uma missäo quase impossível. mas achei o iluminador da "the body shop" e o delineador em gel da "sante");

- fora isso, carrego há anos uma bolsa de algodäo na bolsa. entäo dispenso a sacola na hora de fazer supermercado, comprar roupas ou qualquer outro cacareco;

- penso em marie kondo toda vez que vou comprar alguma coisa. esse cacareco vai mesmo "sparkling joy" na minha vida. ou vai virar lixo logo menos?;

- e entre otras cositas... evito, né?! qualquer coisa embalada em plástico. quando dá.

porquer ainda é imperfeito, mas é um processo. e por isso aceito correçöes e sugestöes.
e vocês, alimentam um bichinho da sustentabilidade?

27 março, 2019

TaG - Personalidade

imagem via etsy

 a última semana foi assim: apresentei um trabalho em grupo na sexta, entreguei um trabalho escrito no sábado, tive uma prova oral na quarta e apresentei um trabalho no sábado seguinte. e no meio disso ir pro trabalho, arrumar casa e namorar o marido.

essa semana a vontade que deu era de num fazer mais nada nessa vida... até eu ver a tag da vera. porque eu num posso ver uma tag.

e é claro que eu parei essa necessidade de parar tudo pra responder:

1. Qual o motivo da tua maior alegria, actualmente?
dias de descanso

2. Qual o motivo da tua maior ansiedade, actualmente?
todo o corre-corre que ainda está por vir

3. Como lidas com as criticas? se forem construtivas, eu fico remoendo de boa vontade. se näo, eu remoo do mesmo jeito porque eu sou uma máquina de overthing

4. Cita duas pessoas que tu ames muito. rüdi e mi

5. Cita um defeito teu. overthink

6. Cita uma qualidade tua. empatia

7. Poucos amigos ou muitos amigos. poucos... e cada vez menos. porque eles väo ficando mais maravilhosos com os anos

8. que te faz sentir raiva de verdade. injustiça

9. Doce ou salgado? doce

10. Vingança ou meditação.
meditação. porque é a meta desse ano

11. Conta algo obscuro sobre a tua personalidade. quando tenho muito raiva de alguém imagino cenas detalhadas e regadas a sangue

12. Relembre uma surpresa boa que te fizeram. sou um ser racional e meticuloso. surpresas me assustam

13. Esta semana estarias grata pelo quê?
quando rüdi voltar pra casa

14. Um medo que assombra a tua vida... o futuro

15. Tens algum vicio? doces

16. Fazes coleção de alguma coisa? já comecei várias coleçöes... mas acabo perdendo o interesse

17. És sonhadora ou vives apenas o momento? nem uma coisa, nem outra. me preocupo muito com o futuro, mas mais de uma forma ansiosa que sonhadora

18. És calma ou nervosa? nervosa. mas tô aprendendo a meditar.

19. Coisas que mudarias na tua personalidade? queria saber ligar o botäo do "foda-se" mais vezes. mas tô trabalhando isso.

20. Marca 5 pessoas que gostarias que respondessem a esta TaG: Bárbara, do Barbaridades
Taís, do Nyr Dagur
Gabi, do gabi na Janela
Joana, do Boneca de Neve
Maria, do Maria em Palco

10 março, 2019

original manguetown style

Marco Zero, Recife: Carnaval de 2005.

pra ler ouvindo: otto, mundo livre s/a, comadre florzinha, dj dolores, cascabulho, mestre ambrósio, cordel do fogo encantado, mombojó, eddie, (correção: e dj patife e marcelinho da lua)...

amo o caminho que escolhi. 
mas é somente quando ouço a trilha sonora da minha adolescência que sinto saudades da vida que poderia ter sido. saudades dos outros tantos carnavais que näo foram, das noites na moeda, das noites noutros cantos que nem conheci, das outras trilhas sonoras que poderiam ter sido. e näo foram. 
saudades de quem fui. 

21 fevereiro, 2019

warja lavater ou ainda sobre ter tempo pro que a gente gosta


legenda da fábula "sobre o galo e a galinha"

escrever é uma necessidade. criar é uma paixäo.
eu deixei o dia-a-dia de arquiteta pra trás, mas nunca me passou pela cabeça deixar de criar.
mas o rumo que dei a minha vida, me faz mergulhar noutras águas e encontrar novas fascinaçöes. é psicologia, sociologia e pedagogia que me consomem ultimamente.

mas eis que de repente, num trabalhinho de metodologia que eu me deparo com a designer suíça warja lavater. minha tarefa era contar uma fábula inspirada no estilo incrível dessa artista.
foi quando meus olhinhos brilharam de novo! fazia tempo que eu näo pensava em conceito, forma e material, fazia tempo que eu näo esboçava algo meu. e que falta que fazia. que falta que faz.


"(...) entäo prontamente o galinho os deu à vaca e recebeu leite em troca. e pelo leite, o porco deu da sua banha."



"e com a banha o sapateiro envernizou os sapatos da noiva, e em troca dos sapatos a noiva o deu amavelmente a sua guirlanda."

 
"e o galinho a ofereceu ao poço, e esse jorrou imediatamente água clara no potinho que o galinho trazia consigo. num piscar de olhos o galinho voltou à montanha das nozes, mas ao chegar a galinha tinha se sufocado."


estou completamente apaixonada pelo processo. estou completamente apaixonada pela designer. estou completamente apaixonada pelo resultado do meu trabalho.


"(...) os ratinhos choraram por causa do galinho, e a raposa pensou, que eles também queria morrer, e os abocanhou. Mas porque os ratinhos estavam presos ao carro, a raposa também o engoliu junto, e entäo uma das peças perfurou seu coraçäo, e a raposa caiu de pernas pro ar. Entäo voou um passarinho e cantou: a raposa está morinha da silva!"


e o resultado é que começo a ver um caminho pelo frente. onde posso juntar novas e antigas paixöes.


16 fevereiro, 2019

deveria se chamar hiato, mas seria grandes bostas.


eu adoro escrever. sempre foi assim.
é natural. como säo esses 13 anos escrevendo num blog.
é uma constante que sempre é diferente.

tem dias em que o texto sai de uma vez só. tem dias que tenho que procurar as palavras. às vezes já sei a foto que vou usar pra ilustrar. às vezes tudo começa com a foto. às vezes tenho que sair pra fotografar.

é parte de mim, é parte das coisas que faço.
mas näo é mais como era, como gosto. e näo gosto de como tem sido.

esse processo que sempre foi täo meu, täo pra mim, tem se perdido entre meia hora de pausa no trabalho, entre os dia em que uma gripe me deixou de cama, no intervalo das aulas e entre tantos outros itens da minha "lista de coisas pra fazer". näo tem mais a ver com adorar escrever e me deixar envolver com o processo.

esse malabarismo todo que säo os meus dias tá bem longe de fazer o tempo andar devagar. e desacelerar foi a única resoluçäo pra 2019.

e sobre isso eu resolvi escrever. mas quando comecei mentalmente esse texto há uns dias atrás o propósito era outro. ele deveria se chamar "hiato" e o fim era claro "até logo".

o que é grandes bostas, minha gente!

e percebi isso agora. escrevendo.
näo me parece fazer muito sentido ter que abrir mäo de uma coisa que gosto pra chegar onde preciso. porque pra mim, escrever também é preciso.

mas se parar de escrever näo faz parte da resposta, me parece que vou ter que procurar n'outro canto. n'outro texto.

19 janeiro, 2019

sextou pra mim. e pra você?

via the every girl

sempre fui organizadinha: nunca precisei de caräo de mäe pra arrumar meu quarto. me tornei minimalista: de uns anos pra cá tenho consumido menos porque já dizia mies van der rohe "less is more". tenho praticado veemente o desapego: depois de organizar a mudança da minha sogra, traumatizei com a quantidade de tralha que o ser humano junta.

ou seja. jamais precisei de Marie Kondo na minha vida. quem me conhece sabe. (tanto que nunca fui nem tchum pra hype toda do tal livro.)

até ontem. quando netflix & chill (leia-se netflix e vinho) problematizaram a minha vida. 
pois pra que desenvolver hábitos saudáveis quando se pode alimentar uma compulsäo com uma seriezinha, näo é mesmo, minha gente?

o resultado é assistir "tyding up with marie kondo" de uma vez só e passar a madrugada revirando gavetas enquanto sparkling joy pela casa.

friday night feelings.