04 dezembro, 2008

da língua portuguesa

Novembro 24, 2007
eu já quis estudar letras (na verdade eu já quis estudar tudo… até astronomia) naquele tempo de inquietação (leia-se pseudo-depressão) adolescente em que não se escreve… se vomita palavras. e é só pra me dar alguma pseudo-autoridade que eu comecei assim a falar da língua portuguesa.
Meine Damen und Herren, um psicólogo diria que conhecer o outro é uma boa forma de se conhecer… e eu… se “letrada” eu fosse diria que a melhor forma de entender a nossa própria língua é aprendendo outra.
pausa. eu tinha um raciocínio importante que agora esqueci. ah esquecer… era isso… lembrei. fim da pausa.
enfim… longe de mim querer ser de fato entendedora dessa joça , ate porque eu já cheguei naquele nível de engringamento de esquecer palavras e pensar duas vezes pra não cometer atrocidades ortográficas… mas minha relação com o português (do brasil, diga-se de passagem) é de lamentação. eu lamento esquecer as palavras. e quando eu falo eu… eu tô falando de nós tupiniquins.
cada vez que eu aperto o botãozinho “alemão-português: tradução”… eu me sinto……. burra. tá que o tradutor traduz pra português de portugal, mas… alguém diria… näo é a mesma coisa? enfim… deveria ser, mas um oceano no meio muda não somente as gírias… o atlântico fez com que palavras se perdessem no tempo.
mas tá, letrados de verdade. vocês diriam que a língua muda e blá blá blá… é muda, mas não se deteriora, oder?! eu acho que o português (do brasil) tá se deteriorando. ninguém assa mais um bolo, ou cozinha um peixe… todo mundo faz. ninguém mais assiste televisão, ou observa uma cena… a gente vê. e isso, meus amigos… é o menos pior. a comida não sabe mais… tem gosto… a estação não é mais a derradeira… é sempre a última… e nós não vamos mais a lugar nenhum… a gente vai.
eu reclamo todo dia do fato de existirem 30 verbos diferentes pra “ver” em alemão, outros 50 pra “ir” e mais uns 100 pra “entrar”… tá exagero. a verdade é que com só um desses você poderia se fazer entender, mas… se você sabe que eles existem… porque não usá-los?
acho que nas últimas décadas neguinho no brasil tá seguindo muito a risca o “less is more” minimalista de Hohe
bom? ruim? a verdade? … a verdade é que eu sou apenas uma pessoa que tem medo que as coisas se percam… eu não gosto do esquecimento.
então pera que eu vou ali conversar com o Pessoa… só pra não perder o hábito.

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