06 dezembro, 2008

o mais profundo tédio

Julho 10, 2008
só uma pessoa no alge do seu tédio, googla “tédio”:
“O tédio existe somente quando a mente começa a chegar cada vez mais e mais perto da iluminação. (…) O tédio simplesmente mostra que você está se tornando ciente da futilidade da vida, da constante roda repetitiva. Você já fez todas aquelas coisas antes – nada acontece. Você esteve dentro de todas aquelas viagens antes – não deu em nada. O tédio é a primeira indicação de que uma grande compreensão está surgindo em você, sobre a futilidade, a insignificância, da vida e de seus caminhos.(…) Mas você não pode realmente fugir; você pode somente evitar por um tempo. Nova e novamente, o tédio virá, e nova e novamente ele será cada vez mais e mais ruidoso. (…)Eis o que Buda estava fazendo debaixo da árvore Bodhi – eis o que todo o povo do Zen esteve fazendo através das eras.” Osho
eu comecei a ler e fiquei feliz, sabe?! uau! eu sou quase uma iluminada… mas aí, o que é que eu vou fazer depois do nirvana? me entediar pelo resto da eternidade? näo. obrigada.
“Parece, a princípio, que as cousas novas é que devem dar prazer ao espírito; mas as cousas novas são poucas e cada uma delas é nova só uma vez. Depois, a sensibilidade é limitada, e não vibra indefinidamente. Um excesso de cousas novas acabará por cansar, porque não há sensibilidade para acompanhar os estímulos dela. Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre. ” Fernando Pessoa
entäo como eu näo me conformo, eu acho tudo a merma merda, e isso me entedia pro-fun-da-men-te!
“Monotonizar a existência, para que ela não seja monótona. Tornar anódino o quotidiano, para que a mais pequena coisa seja uma distracção. (…) Posso imaginar-me tudo, porque não sou nada. Se fosse alguma coisa, não poderia imaginar. O ajudante de guarda-livros pode sonhar-se imperador romano; o Rei de Inglaterra não o pode fazer, porque o Rei de Inglaterra está privado de o ser, em sonhos, outro rei que não o rei que é. A sua realidade não o deixa sentir.” Fernando Pessoa
tá… menta-lize… mar de águas calmas e transparentes, praia com coqueiros, areia branca, 30°C… tá… e daí?! tô lá? passou o tédio? näo.
“A monotonia é o que há de mais belo ou de mais terrível. De mais belo, se for um reflexo da eternidade. De mais terrível, se for indício de uma perenidade imutável. Tempo ultrapassado ou tempo esterilizado. O círculo é o símbolo da bela monotonia, a oscilação pendular da monotonia atroz. ” Simone Weil
monotonia é o reflexo da eternidade. entre idas e vindas, vive-se eternamente… logo: fudeu broder!
“Não admira, pois, que o mundo vá de mal a pior e que os males aumentem cada vez mais, à medida que aumenta o tédio, e o tédio é a raiz de todo o mal. A história deste pode acompanhar-se desde os primórdios do mundo. Os deuses estavam entediados, pelo que criaram o homem. Adão estava entediado por estar sozinho, e por isso foi criada Eva. Assim o tédio entrou no mundo e aumentou na proporção do aumento da população. Adão aborrecia-se sozinho, depois Adão e Eva aborreceram-se juntos, depois Adão e Eva e Caim e Abel aborreceram-se en famille; depois a população do mundo aumentou e os povos aborreceram-se en masse. Para se divertirem congeminaram a ideia de construir uma torre tão alta que chegasse ao céu. Esta ideia, por sua vez, é tão aborrecida como a torre era alta, e constitui uma prova terrível de como o tédio se tornou dominante.” Soren Kierkegaard
pois é… tem jeito mais näo! vamo quebrar tudo pra ver se anima!

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