diz a psicologia que a melhor forma de acabar com um medo é enfrentando-o. tipo prender um claustrofóbico num elevador ou mandar um aracnofófico segurar uma aranha. eu, que näo sou muito adepta à terapias de choque, convivo com meus medos e lido com eles assim... desatando no choro. simples.
tenho pavor de agulhas. sim, apesar dos piercings e tatuagem, eu tenho pavor de agulha. bastou a médica dizer que vai rolar um hemograma que eu gelo... tá a enfermeira abrindo o pacotinho com a seringa, tô eu lá chorando. assim mesmo, antes da dor. porque EU SEI que näo dói, mas eu TENHO MEDO.
e deus, como é assim um grande filho da puta se divertindo com a desgraca alheia, me dá uma anemia na infância. e como se eu já näo tivesse
maria-bairreado o suficiente, agenda uma série com mais uns mil exames de sangue por minuto: nos últimos dois meses foram quatro, dois, só nessa semana... três, se nos teletransportarmos pra sexta. e, meine dammen und herren, o ritmo deve continuar assim: fre.né.ti.co!
mas, olhando pelo lado bom da coisa (
pollyanna, te odeio!), a psicologia tem, de fato, razäo: hoje, pela primeira vez em quase 26 anos (näo, näo vai ter campanha de aniversário) eu näo derramei uma lagriminha sequer.
moral da história: evoluimos, como pokemóns.