26 agosto, 2011

Hellcity

a palavra de ordem pra qualquer um que quer botar os pés nessa cidade é: PACIÊNCIA.

mais de uma hora esperando a mala que não aparece na esteira, quase meia hora pra vencer a fila da alfândega, mais não sei quanto tempo em cada um dos engarrafamentos que permeiam todo buraco da cidade, mais de duas horas de espera no consultório médico, e quanto tempo mesmo na fila do supermercado?

tempo. embora como em toda cidade grande o ritmo seja acelerado, aqui parece que as pessoas tem mesmo bastante tempo pra perder.

e eu fico lá, no meio desse slow motion recifence me controlando pra não infartar. mas, ó ... não tem jeito mesmo! é segurar na mão de Lenine e cantar junto:

18 agosto, 2011

we ♥ running!

(...) Truth is, I absolutely hate being in competitive sports, or any activity that will require a result in the end. Which is why, I came to discover running.

Running is cheap and can be practised anywhere ( I live in Canada and as long as there´s no snow on the ground, once a day you´ll find me outside running. When winter sets in, I run at the gym, but treadmills make me feel like a hamster). Running has no rules, no purpose*, and , best of all, it´s a wonderfully lonely activity. I enjoy being on my own, maybe a bit too much, but you see, I need that time.When I run, I just leave it all behind, solely focused on breathing and not trippping. That´s it. My ADHD mind desperately needs that one hour to decompress and think whatever it wants, no matter how weird it is. There´s no censorship when I run. I can make lists in my head, finish the short story I started writing and got stuck on, have a mental showdown with my boss… Anything goes. I just put my shoes on, pick whichever playlist suits my mood and get on my way.

And let´s not forget all the awesome benefits for your health. Running is an awesome cardio, it burns those cookies you shouldn´t have eaten just like that! And whenever you meet another lonely runner and your eyes meet, there´s always that ” Good for you!” look and smile of recognition. :) (...)

Quem escreveu foi a Marina Ramalho no "Inside Out", mas como recém-descoberta-corredora-apaixonada, podia ter sido eu... pra ler o texto completo, clica!

10 agosto, 2011

9 coisas aleatórias sobre mim

Semana passada recebi um meme da Mel, mas como eu tava meio ocupadinha com visitinhas + arrumar minhas malas, só deu tempo agora de pensar em 9 coisas aleatórias sobre mim:
  • doces. adoro doces, e quando cheguei na alemanha morria de saudades de tortas de limão, ou bolinhos de banana. pra não morrer numa crise de abstinência tive que aprender a fazer! tortas, biscoitos, bolos, minha casa parece casa de vó, todo domingo tem alguma coisa fresquinha saindo do forno.
  • pintando o cabelo. desde os 15 anos meus cabelos não são mais os mesmos. foram 10 anos brincando com água oxigenada, henna, papel crepon, etc... sempre a procura do vermelho perfeito. há 2 anos percebi como meu cabelo estava um lixo e por isso parei. mas ainda vejo os resquicios de tinta nas pontinhas dos cabelos, e continuo pensando duas vezes ao olhar a prateleira de tinturas na drogaria.
  • a louca. eu sou cheia de pequenas neuroses. pequenas e inofensivas manias que me fazem parecer assim... louca. como por exemplo a neura dos pregadores de roupas coloridos: uma peça de roupa NÃO pode ser pendurada por pregradores de cores diferentes. NÃO PODE! ou os enlatados do armário que precisam ficar na mesma prateleira dos enlatados, mesmo que só tenha espaço na prateleira dos pacotes de macarrão. ou... ou... ou...
  • cantar. se você disser que eu desafino, amor... saiba que isso em mim provoca muita dor. dói, mas eu sei que é verdade, seu joão gilberto. cantar é pra mim o dom mais lindo que alguém pode ter... e taí uma coisa que queria mesmo saber fazer, mas Murphy colocou o dedo na minha testa e me presenteou com uma afinação igual a da angela bismarchi. ou seja...
  • português.  não que 5 anos na alemanha não tenham me feito esquecer um milhão de regrinhas, mas assassinatos à língua é coisa que eu não cometo. me reviro toda sempre que vejo erros de português grotescos, corrigindo tudo mentalmente, e rezando pra nossa senhora da gramática pra castigar esse povo.
  • tatuagem. eu tenho uma tatuagem em cima de outra tatuagem. e não é que eu tenha me arrependido (ou tatuado o nome de um ex), mas é que deixou de ser eu. fiz minha primeira tattoo com 16 anos, e era um solzinho com um "OM" no meio. cinco anos depois o OM sumiu, o sol cresceu e virou um miró =)
  • dawsons creek. eu era APAIXONADA por Dawson. em 1999 dawsons creek era exibido aos sábados no sbt por volta das 11:00. bem na hora da minha aula de inglês. problema? nenhum! eu programava o vídeo-cassete e gravava todos os episódios pra ver depois mais de uma vez. e aí o sbt deixou de passar a série, e eu tive que esquecer... até que em 2009, o kino.to, me fez a pós-adolescente mais feliz e me devolveu Dawson, capítulo por capítulo, até o fim.
  • made it myself. eu sempre gostei de trabalhos manuais. quando era criança fazia cartões pros meus pais; na adolescência pintava camisetas, fazia bijuteria, capa de caderno, desenhava... com a faculdade de arquitetura veio a carpintaria e o gosto por pequenos objetos (mais recentemente terminei o relógio da cozinha, e há uns dias comecei a luminária da sala). adoro fazer as coisas eu mesma, e deixar a casa com mais cara de minha.
  • violão. eu toco secretamente violão. mal. mas eu toco. desde de criança aperriava meus pais pra fazer aula. mas parece que não me levaram a sério e eu cresci com a minha frustração... até o natal de 2007, quando o namorido me deu de presente um dos seus violões. e eu adoro sentar com o ele (o violão) no colo e arranhar minhas músicas preferidas, desde que não tenha ninguém olhando.
 ... e vocês? me contem coisas aleatórias!

04 agosto, 2011

um marinheiro alemão, por João Ubaldo Ribeiro

"O marinheiro alemão foi preso porque parou bêbado no largo da Quitanda, bem na hora do maior movimento do domingo de manhã, no desembarque do navio de passeio, tirou da barguilha aquela rola branca parecendo uma torebinha de queijo de coalho e deu uma mijadona no oitizeiro maior, sem nem se virar de costas para a maior parte dos presentes. Pode ser até que na Alemanha, o indivíduo usufrutue do direito de urinar na frente das senhoras e senhoritas, até porque se sabe que o gringo muito branco, de modo geral, tem por costume, toda vez que pode, ficar nu no meio dos outros, inclusive mulheres e crianças, deles ou dos outros. Mas isso é lá na terra deles, onde quem já foi diz que só faz sol um domingo por ano e o resto é gelo de quebrar as orelhas, porque aqui temos abastança de sol até demais e não somos adeptos desse negócio de ir sacando a estrovenga em logradouro público de respeito."
(João Ubaldo Ribeiro em Miséria e grandeza do amor de Benedita)

Doida pra ler Um brasileiro em Berlim... mas e vender que ninguém vende. Alguém empresta?