26 agosto, 2013

myweek(end) 10 - frankfurt e o melhor show da terra

#1: hoje eu (näo) quero sair só!

#2: alma brasileira despencando da
ladeira na zueira na banguela

#3: dois olhos negros

 #4: a ponte em - o dia em que faremos contato o main
cantou leäo do norte e virou capibaribe

#5: pinto no lixo ♥ ♥ ♥ (como ele mesmo disse...)

16 agosto, 2013

receita pra felicidade... ou de coxinha que é basicamente a mesma coisa.


uma das coisas que mais fazem falta na minha vida desde que deixei o brasil é a generosidade da nossa gente que, a qualquer hora do dia ou da noite em qualquer esquina desse país continental, tem sempre coxinha pra vender.

no hay coxinha na alemanha. quer dizer, näo tem coxinha em toda esquina, mas aqui em casa tem!

e se as benditas däo um trabalho danado pra enrolar, a receita fácim-fácim e a felicidade a cada mordida super compensam.


eu começo com o recheio: dissolvo 2 pacotinhos de bouillon de frango (ou tablete de caldo de frango) em 1l de água quente, onde cozinho 1 peito de frango por uns 15-20 minutos. reservo o caldo e desfio o frango. refogo 2 cebolas médias picadas e 2 dentes de alho amassados em 2 colheres de sopa de óleo, junto o frango e tempero com coentro, salsinha, paprica doce, cominho, sal e pimenta.

pra massa eu douro 1 dente de alho amassado em 1/2 xícara de chá de óleo, acrescento 1l do caldo de frango reservado, deixo ferver e acrescento aos poucos 500gr de trigo. cozinho mexendo sempre até que a massa desgrude do fundo da panela.


(pausa pra colocar uma musiquinha, abrir um vinho, e buscar reforços)

deixo esfriar, moldo as coxinhas e empano em três passos: primeiro passo na farinha de trigo temperada com sal, depois coloco as bolinhas no leite (líquido, gente!), e por fim enrolo na farinha de rosca.


a receita dá pra mais ou menos 50 coxinhas pequenas que podem ser fritas pra gordices imediatas, ou congeladas pra gordices em doses homeopáticas!

11 agosto, 2013

i ♥ ted mosby

o grande sonho de qualquer estudante de arquitetura...

09 agosto, 2013

Bowle!

de uns anos pra cá näo se fazem mais festinhas de veräo na alemanha sem que seja servido Bowle (ou ponche, em bom português). eu sempre me acabo na bebida, e por isso relsolvi aproveitar as comemoraçöes de aniversário do Herr no último fim de semana pra, pela primeira vez, servir ponche na minha - na verdade na dele - própria festinha de veräo. e olha... arrazei!

foto meramente ilustrativa, porque quando eu lembrei de fotografar o Bowle já tinha acabado
as mulherzinhas todas super adoraram e acharam lindo... o que elas näo sabem é que além de tudo, meu Erdbeerbowle é MUITO fácil de fazer:

cortei em pedaços grandes (no meio ou em um quarto) 1 Kg de morangos. deles, reservei 1 xícara que bati (com a ajuda da varinha mágica) com 150 ml de xarope de flores de sabugueiro (dá pra substituir por outro xarope/essência de flores... reza a lenda que com rosas também fica muito bom). coloquei tudo numa poncheira grande, acrescentei 1 dose de Rum, 1/2 garrafa de vinho branco seco e coloquei pra gelar (por pelo menos quatro horas). antes de servir misturei 1 garrafa de espumante brut e voilá!

depois é só chamar a moderaçäo - ou näo - e se jogar!

05 agosto, 2013

teutöes + calor + areia de praia


você nunca vai poder dizer que realmente vivenciou o choque cultural na alemanha sem antes ter presenciado o combo: teutöes + calor + areia de praia.

eu adoro a alemanha. eu bato palma pro amor às regras que esse povo tem. sou apaixonada pelo pragmatismo dessa gente. mas olha, n-a-d-a disso se aplica ao veräo.

o problema é que na alemanha essa época do ano näo dura muito tempo. e na verdade nem é uma época que acontece mesmo todo ano. longos períodos initerruptos de calor - e por longo entenda três semanas - säo täo raros que os teutöes acabam sem chance de se acostumar com eles - e por "se acostumar" entenda saber se comportar.

com sol e praia (ou qualquer lugar com areia de praia) os alemäes perdem c-o-m-p-l-e-t-a-m-e-n-t-e a linha. noçäo näo há. e olha, eu näo tô falando do povo se trocando no meio de todo mundo (porque eu já me acostumei), ou dos biquinis que mais parecem uma fralda (porque eu já nem reparo mais), ou da farofada que essa gente faz na praia (porque eu até já aderi)...

eu cresci passando as manhäs de domingo na praia de boa viagem com meus pais. minha mäe, como toda boa mäe, educava a gente na base do grito: "menina, näo corre perto das pessoas deitadas pra näo espalhar a areia" - "näo pula na água desse jeito pra näo respingar em quem tá do lado" - "näo bate essa canga onde tem gente que o vento vai jogar a areia no povo" - "olha por onde anda com o pau desse guarda-sol pra näo acertar ninguém" - "näo corre aqui perto toda molhada que a gente tá tudo sequinho e näo quer respingo de água fria" - "vai jogar fescobol mais pra lá, que ninguém quer uma bolada na cabeça" - ... mäe, obrigada.

enfim. as mäes alemäs näo sabem nada disso. nem as crianças alemäs. nem os avôs alemäes. NINGUÉM na alemanha sabe essas coisas simples da vida.

e o resultado disso säo crianças molhadas e empanadas saltando sobre a minha canga - com a mäe alemä do lado que näo diz nada. avôs desorientados rodando pra lá e pra cá com o mastro do guarda-sol a dois centímetros do seu nariz - com a avó alemä do lado que näo vê nada. jovens jogando frescobol a meio metro do seu lugarzinho, espalhando areia num raio de quilômetros e acertando quem estiver por perto com boladas - com o pai do lado que näo diz nada. pais de família que acham super legal mergulhar "barriga style" assim do seu lado respingando metros cúbicos de água fria pácarai - e näo tem ninguém do lado pra dizer nada.

e como näo vou ser eu quem vai ensinar uma naçäo inteira a viver, só me resta recolher  minha canga, a cerveja e o dominó e ir embora, porque né? eu vou viver uma vida inteira aqui, mas vai ser difícil parar de me chocar.