26 dezembro, 2013

christmas songs

näo satisfeitos com a comilança da ceia do dia 24, os teutöes continuam comemorando o natal por mais dois dias. sim, nessa parte do mundo ainda é natal. o que é muito propício, já que me dá tempo de passar por aqui, desejar boas festas a vocês, e deixar o blog com aquela musiquinha de fundo que todo mundo odeia com um clima pouquinho mais natalino.



... e vocês, ouviram o que nesse natal?

21 dezembro, 2013

nova zelândia de carro: parte 3

... e pra terminar: 


Dias 14, 15 e 16: Abel Tasman Coast Track

sim, esse é um blog de família, e näo, näo vai rolar foto de biquini.
o abel tasman coast track é uma trilha de 51 km no parque nacional abel tasman, costa norte da ilha. é um dos nove great walks da nova zelândia e um pedaço de paraíso na terra. as estradas terminam onde o parque começa (dentro do parque há apenas um ponto acessível pra carros: totaranui), entäo pra chegar aqui você vai ter que usar um barco (há inúmeras empresas que fazem o serviço de water-taxi e levam os turistas de uma praia a outra) ou... andar.


a trilha é extremamente fácil (perfeita pra iniciantes) e passa por florestas semi-tropicais, riachos, cachoeiras, praias paradisíacas e pode ser feita entre três e cinco dias. em três dias foram cerca de 40km (de marahau a torrent bay, torrent bay a awaroa, awaroa a totaranui) de sol, e praia, e pássaros, e praia, e acampamento, e praia, e sol, e praia... definitivamente o ponto alto da minha viagem!

oi, pinguim!
voltamos de totaranui até marahau de barco, passeio que inclui visita a colônia de focas e encontro com pinguins nadantes (♥♥♥).

melhor.lugar.do.mundo

de volta a civilizaçäo passamos a noite num hostel em motueka.


Dia 17: Renwick


Bike2Wine
acordamos num domingo de sol, e depois de visitar uma feirinha dominical local, partimos pra renwick (150km daqui). a cidadezinha é a capital da regiäo de vinículas do país, meca neozelandesa pra amantes de vinho.

alugamos duas bicicletas (porque né... "se beber näo dirija") e pedalamos a tarde de uma vinícula a outra degustando vinhos... (e em boa parte das vinículas) de graça!

passamos a noite no lodge mais fofo do mundo!


Dia 18: Kaikoura

Point Kean Seal Colony

deixamos renwick em direçäo a christchurch com o coraçäo apertado (viagem chegando ao fim...), e no meio do caminho nossa última parada: kaikoura.

a cidadezinha banhada pelo pacífico é conhecida por sua vida marinha. daqui é possível se avistar baleias (de barco ou helicóptero), chegar o mais perto do mundo de colônias de focas (minha gente, elas dormem no estacionamento!), ou experimentar o famoso churrasco de frutos do mar. ficamos com a variante dois, pois foi só o que deu tempo.

nos fim dos 320km: se despedir de amigos queridos em christchurch, e dizer adeus ao lugar mais incrível do mundo. tarefa impossível sem lágrimas.


Dia 19: Sydney


opera house: os arquiteto pira!
voar da europa até a nova zelândia näo é coisa pra se fazer num vôo só. e já que entre chegar em sydney e entrar no aviäo pra dubai haviam umas 10h, porque näo aproveitar pra dar uma olhadinha na cidade, né?

mas só deu tempo mesmo de passear pelo jardim botânico, almoçar no porto, dar uma voltinha de ferry boat... e ficar com vontade de voltar.


e acabou...

... as melhores férias do mundo.

pra ler a primeira parte, clique aqui.
pra ler a segunda parte, clique aqui.

16 dezembro, 2013

nova zelândia de carro: parte 2

...e  continuando: 


Dia 9: Milford Sound

Keazinho quase entrando no carro

milford sound é o fiorde mais famoso e mais visitado da nova zelândia. zilhöes de turistas num cruzeiro de barco se estapeando por fotos de cachoeiras e focas. os fiordes säo realmente impressionantes (e devem ser ainda mais num dia de sol), mas pra mim essa coisa mainstream demais näo combina com natureza.

os 140km de manapouri até milford foram o mais legal da viagem. o percurso pode ser feito em pouco mais de uma hora e meia, mas... pra que a pressa? a cada curva você vai querer (e até deve) descer do carro pra ver cachoeiras, vales, monhtanhas, lagos... tudo assim na beira da highway, ou há poucos metros de caminhada com acesso bem marcado. e você ainda corre o risco de dar de cara com keas, papagaios alpinos super simpáticos, täo sociáveis que säo capazes de seguir com você de carro (sério... feche as portas!) pra mim, o melhor do passeio.

no fim do dia ainda pegamos mais 60km (que com a estradinha de terra mais pareciam 600) até o acampamento do DOC na regiäo de mavora lakes.

Dia 10: Mavora Lakes

deixando lothlórien (nerdice mode on)
mavora lakes näo está em nehum guia gringo de viagem. por lá você só vai encontrar legítimos neo-zelandezes e... nerds. é que a regiäo foi usada como cenário pra diferentes regiöes da terra média: anduin river, fangorn forrest, lothlórien e rivendell ficam todos juntos perto de um lago só.

e näo é a toa que peter jackson escolheu mavora lakes como set. o lugar de difícil acesso é um pequeno paraíso com paisagens que mudam num piscar: a mata virgem que vira estepe, que vira pântano, que vira praia. só, mais uma vez, näo esqueça o repelente!

depois de 3h de trilha pela regiäo (cuidado! näo há muitos turistas por aqui, e consequentemente näo há muitas marcaçöes no caminho), e de 170km a quatro rodas, montamos a barraca em arthur's point, perto de queenstown.


Dia 11: Glenorchy

i ♥ new zealand!

queenstown é uma das cidades mais turísticas (se näo a mais) da ilha sul. bungee jump, jetboating, mountain bike, rafting, etc, etc, etc... a cidade é ponto obrigatório pra quem gosta de esportes radicais. como eu já passei da idade (sim, minha alma nasceu velha pra essas coisas), limitei minha passagem por queenstown ao turismo gastronômico. mais exatamente ao fergburger, o melhor hamburger do mundo. apenas.

reabastecidos, partimos pra glenorchy. os 70km de estrada até a cidadezinha margeiam o lake wakatipu até seu ponto mais ao norte onde vários rios se encontram, e onde começa nossa caminhada.

a volta por glenorchy é uma caminhada leve de mais ou menos uma hora. flores, lagoas, campos e muitos pássaros deram ao domingo ensolarado um ar bucólico. e fizeram a volta a estrada difícil.

chegamos no DOC campsite em lake wanaka 165km depois. e o dia só acabou depois de um mergulho em águas ultra geladas...


Dia 12: Punakaiki

pôr do sol no mar da tasmânia, punakaiki


deixamos wanaka (sem café da manhä) fugindo dos sandflies. pegamos a estrada e depois de 450Km batidos pela costa oeste chegamos em punakaiki... e a sensaçäo foi de chegar ao paraíso!

a praia banhada pelo mar da tasmânia fica no parque nacional paparoa, é cheia de surfistas, tem um ar meio hippie, e trilhas por florestas (quase) tropicais. mas é famosa mesmo pelas "pancake rocks": formaçöes rochosas bem peculiares, principal motivo da visita dos turistas, mas que pra mim, näo säo lá essas coisas. punakaiki é lugar pra relaxar, ficar o máximo que der pra ficar, e ir embora querendo voltar. passamos a noite na cabin de um beach camp ouvindo o barulho do mar...


Dia 13: Kaiteriteri

kaiteriteri de manhänzinha
de punakaiki até kaiteriteri (ou só kaiteri, como os nativos a chamam) foram pouco menos de 300km. a cidadezinha fica na beira de uma prainha (quase) urbana de areias vermelhas. de frente pro mar um ou dois restaurantes/bares e nossa cabin num motor camp. kaiteri foi escolhida como ponto quartel-general-de-arrumar-o-mochiläo, já que fica só há 9km do início do abel tasman coast track: minha próxima aventura!


(... to be continued)

... parte 1: aqui.
... parte 3: aqui.

11 dezembro, 2013

zumba

já que näo dá pra hibernar, e já eu deixei de ser magralinda há algumas estaçöes, decidi passar esse inverno longe do meu sofá (e da bomboniere). me matriculei numa academia, dessas de gente grande, com carteirinha e personal trainer e curso disso e curso daquilo... e zumba.

você provavelmente já ouviu falar de zumba, a mais nova (näo täo nova) modinha das academias na zoropa e nos esteits. mas se você, como eu até ontem, é meio desavisado e näo sabe(ia) exatamete como é, senta aí, colega, que eu te digo:

- zumba só é esse alvoroço todo por aqui porque a gringarada nunca viu uma micareta.

- nunca na vida eu tinha sentido toda a desvantagem de nunca ter descido na boquinha da garrafa na adolescência.

-  de onde saíram todas essas alemoas näo-emancipadas? o que é isso produçäo?!


- se começar o funk se empolgue com o resto da galera e finja que näo é a primeira vez que você tá ali dançando na velocidade número 5.

- e pra näo fazer feio na aula, treine o passinho básico (parte de pelo menos metade das coreografias):


entäo tá bom, agora vocês também já sabem!

06 dezembro, 2013

nova zelândia de carro: parte 1

um táxi, uma trem, três aviöes... 35 horas depois de sair de casa em Münster, finalmente desembarcamos (eu e ele) na ilha mais linda do mundo. pela frente: vinte dias para visitar amigos queridos e desbravar a quatro rodas a Ilha do Sul. esboçamos uma rota, mas o itinerário foi se definindo meio que de um dia pro outro. nenhuma estadia foi reservada, quase todas as trilhas foram sem planejamento, e as atividades locais foram resolvidas no local... bem num clima road trip adventure. e o resultado foi: melhor viagem da vida. APENAS.

3.300km de chäo!

Dias 1, 2 e 3: Christchurch

quase näo dormi durante os vôos o que fez um zumbi parecer mais vivo que eu chegando em Christchurch. mas segurei o sono pelo resto do dia e só caí na cama as 11h da noite. o que foi a melhor idéia e.v.e.r já que mandou o problema do jetlag pras cucuias.

o dia seguinte foi dia de bater perna. aproveitei o solzinho da manhä pra passear pelo botanic garden, um dos imensos parques da cidade.

Botanic Garden

mais tarde imendei pelo centro. desde o terremoto de 2011, christchurch se transformou num imenso  canteiro de obras. muito foi reconstruído, muito mais há ainda por se fazer. mas o clima da cidade é de se reinventar. há pequenas intervençöes artísticas por toda parte. coisa planejada, coisa espontânea... mas essencialmente criatividade.

Pallet Pavilion

domingo foi dia de cerveja e de colocar os pézinhos na água gelada do pacífico em new brighton, praia nos arredores da cidade.


New Brighton


Dia 4: Lake Tekapo


Dançando comigo mesma

230km de estrada acabaram numa das vistas mais impressionantes que já vi. lake tekapo säo 83 quilômetros quadrados de uma água azul turquesa de colocar as ferramentas do seu photoshop no chinelo. existem inúmeras trilhas pra caminhadas e rotas de mountain bike pela redondeza, mas uma caminhada pela margens do lago já valem a viagem. tekapo é também um dos pontos com o céu mais claro e com menos interferência de poluiçäo luminosa no país, o que dá ao lugar uma das noites mais escuras com o um dos céus mais estrelados do mundo! passamos a noite na cabin de um hostel de frente pro lago.

Dia 5: Aoraki / Mount Cook National Park

Pra refrescar os pés: água de geleira

do lake tekapo pra o mount cook national park é um pulo! com 3.754m o mt. cook é o ponto mais alto da nova zelândia, e a regiäo ao redor é um imenso parque nacional. paraíso pra amantes de trilhas, mas täo bem infra-estruturado que dá pra qualquer zé mané de havaianas aproveitar um pouquinho também. dentro do parque há um centro de informaçäo do DOC (departament of conservation) onde é possível obter todo tipo de informaçäo, mapas, dicas, protetor solar (o solzäo pegou a minha tês invernal desprevinida), previsäo do tempo e o que mais for preciso pra aproveitar a paisagem. com o tempo meio nublado no começo do dia, seguimos a recomendaçäo de uma funcionária do centro e fomos ver o tasman glacier lake... um lago com icebergs. a caminhada de ida e volta demorou menos de uma hora e foi o tempo certinho pro sol sair e nos deixar andar o hooker valley track. compramos um mapinha (super desnecessário, já que a trilha é muito bem marcada) e andamos 1,5h até a beira do hooker lake onde a vista ensolarada do mt. cook é a recompensa pras pedras do caminho. mais 1,5h de caminhada de volta e mais 220km de estrada e era hora de montar a barraca e oamaru

Dia 6: The Catlins, via Otago Peninsula

sandfly bay

oamaru
é famosa pela colônia de pinguins de olhos amarelos (só existem por aqui) que habitam a praia. mas os danados só säo vistos no entardecer, o que nos fez deixar a cidade sem vê-los. ganhamos tempo e 112km depois estávamos na peninsula de otago. foi triste passar apenas uma manhä por lá, já que o lugar tem praias onde se podia passar uma vida. depois de contornar a península de carro (a vista da estrada já valeria a visita) chegamos a sandfly bay: a praia näo tem só uma vista paradisíaca, mas é ponto de "cochilo" de uma colônia de leöes marinhos (encontramos três na praia).

deixamos os leöes marinhos (chatiada) e partimos pro sul da ilha, numa regiäo menos explorada pelos guias turísticos: the catlins. acampamos em purakaunui bay, na.beira.da.praia num campsite do DOC. como ele existem inúmeros outros espalhados por todo país: os campings ficam em parques nacionais ou áreas de conservaçäo e säo por isso extremante simples (a maioria deles só conta com banheiro* e água encanada), o registro e pagamento é feito por você mesmo (e depositado numa caixinha), e o seu lixo você leva pra casa. mas em qualquer lugar do país, em nenhum outro tipo de acampamento a vista ao acordar vai ser melhor. 

Dia 7: The Catlins até Manapouri

acampamento

amanhecemos no mar, e depois de encarar um mergulho gelado no pacífico, colocamos o pé na estrada. no caminho algumas paradas pra explorar a regiäo. a área de conservaçäo do catlins é repleta de cachoeiras, matas virgens, e praias desertas. as inúmeras trilhas podem durar dias, ou menos de uma hora e säo acessíveis e bem sinalizadas.

até manapouri tomamos o caminho mais longo, mas também o mais bonito: foram 283km pela southern scenic route. a rota que começa em dunedin e acaba em queenstown é repleta de vistas estonteantes e atraçöes naturais e culturais com fácil acesso.

terminamos o dia montando a barraca de frente pro lake manapouri, um dos muitos lagos que permeiam o fiordland, o maior parque nacional da nova zelândia. täo massa que valeu mais uma estadia!

Dia 8: Kepler Track

sandfly attack!

o kepler track é na verdade um dos great walks da nova zelândia: 9 trilhas consagradas que percorrem os lugares mais incríveis dessa ilha. os 60km do circuito completo säo feitos em normalmente quatro etapas, ou seja, quatro dias. pra quem näo dispöe de tanto tempo, é possível acessar o início/fim do kepler track de carro - a apenas 12km de manapouri - e caminhar parte do circuito. a trilha até a moturau hut (6km pra ir + 6km pra voltar) margeia o waiau river, passa por regiöes pantanosas (vai sem medo que tem pontes!), florestas habitadas por kiwis (o famoso pássaro neozelandês que ninguém vê) e acaba no lago manapouri. apesar da vista linda, admirar a paisagem é um desafio por essas terras de fiordes já que elas säo habitadas (e até demais) por sandflies. sem repelente um completo no go!

o começo da trilha é também ponto de parada nerd (oi?). é que o waiau river - ou anduin river ;) - é cenário de gravaçäo da trilogia do anel. (pra mais nerd stuff na nova zelândia clica aqui)




... parte 2: aqui.
... parte 3: aqui.