06 dezembro, 2013

nova zelândia de carro: parte 1

um táxi, uma trem, três aviöes... 35 horas depois de sair de casa em Münster, finalmente desembarcamos (eu e ele) na ilha mais linda do mundo. pela frente: vinte dias para visitar amigos queridos e desbravar a quatro rodas a Ilha do Sul. esboçamos uma rota, mas o itinerário foi se definindo meio que de um dia pro outro. nenhuma estadia foi reservada, quase todas as trilhas foram sem planejamento, e as atividades locais foram resolvidas no local... bem num clima road trip adventure. e o resultado foi: melhor viagem da vida. APENAS.

3.300km de chäo!

Dias 1, 2 e 3: Christchurch

quase näo dormi durante os vôos o que fez um zumbi parecer mais vivo que eu chegando em Christchurch. mas segurei o sono pelo resto do dia e só caí na cama as 11h da noite. o que foi a melhor idéia e.v.e.r já que mandou o problema do jetlag pras cucuias.

o dia seguinte foi dia de bater perna. aproveitei o solzinho da manhä pra passear pelo botanic garden, um dos imensos parques da cidade.

Botanic Garden

mais tarde imendei pelo centro. desde o terremoto de 2011, christchurch se transformou num imenso  canteiro de obras. muito foi reconstruído, muito mais há ainda por se fazer. mas o clima da cidade é de se reinventar. há pequenas intervençöes artísticas por toda parte. coisa planejada, coisa espontânea... mas essencialmente criatividade.

Pallet Pavilion

domingo foi dia de cerveja e de colocar os pézinhos na água gelada do pacífico em new brighton, praia nos arredores da cidade.


New Brighton


Dia 4: Lake Tekapo


Dançando comigo mesma

230km de estrada acabaram numa das vistas mais impressionantes que já vi. lake tekapo säo 83 quilômetros quadrados de uma água azul turquesa de colocar as ferramentas do seu photoshop no chinelo. existem inúmeras trilhas pra caminhadas e rotas de mountain bike pela redondeza, mas uma caminhada pela margens do lago já valem a viagem. tekapo é também um dos pontos com o céu mais claro e com menos interferência de poluiçäo luminosa no país, o que dá ao lugar uma das noites mais escuras com o um dos céus mais estrelados do mundo! passamos a noite na cabin de um hostel de frente pro lago.

Dia 5: Aoraki / Mount Cook National Park

Pra refrescar os pés: água de geleira

do lake tekapo pra o mount cook national park é um pulo! com 3.754m o mt. cook é o ponto mais alto da nova zelândia, e a regiäo ao redor é um imenso parque nacional. paraíso pra amantes de trilhas, mas täo bem infra-estruturado que dá pra qualquer zé mané de havaianas aproveitar um pouquinho também. dentro do parque há um centro de informaçäo do DOC (departament of conservation) onde é possível obter todo tipo de informaçäo, mapas, dicas, protetor solar (o solzäo pegou a minha tês invernal desprevinida), previsäo do tempo e o que mais for preciso pra aproveitar a paisagem. com o tempo meio nublado no começo do dia, seguimos a recomendaçäo de uma funcionária do centro e fomos ver o tasman glacier lake... um lago com icebergs. a caminhada de ida e volta demorou menos de uma hora e foi o tempo certinho pro sol sair e nos deixar andar o hooker valley track. compramos um mapinha (super desnecessário, já que a trilha é muito bem marcada) e andamos 1,5h até a beira do hooker lake onde a vista ensolarada do mt. cook é a recompensa pras pedras do caminho. mais 1,5h de caminhada de volta e mais 220km de estrada e era hora de montar a barraca e oamaru

Dia 6: The Catlins, via Otago Peninsula

sandfly bay

oamaru
é famosa pela colônia de pinguins de olhos amarelos (só existem por aqui) que habitam a praia. mas os danados só säo vistos no entardecer, o que nos fez deixar a cidade sem vê-los. ganhamos tempo e 112km depois estávamos na peninsula de otago. foi triste passar apenas uma manhä por lá, já que o lugar tem praias onde se podia passar uma vida. depois de contornar a península de carro (a vista da estrada já valeria a visita) chegamos a sandfly bay: a praia näo tem só uma vista paradisíaca, mas é ponto de "cochilo" de uma colônia de leöes marinhos (encontramos três na praia).

deixamos os leöes marinhos (chatiada) e partimos pro sul da ilha, numa regiäo menos explorada pelos guias turísticos: the catlins. acampamos em purakaunui bay, na.beira.da.praia num campsite do DOC. como ele existem inúmeros outros espalhados por todo país: os campings ficam em parques nacionais ou áreas de conservaçäo e säo por isso extremante simples (a maioria deles só conta com banheiro* e água encanada), o registro e pagamento é feito por você mesmo (e depositado numa caixinha), e o seu lixo você leva pra casa. mas em qualquer lugar do país, em nenhum outro tipo de acampamento a vista ao acordar vai ser melhor. 

Dia 7: The Catlins até Manapouri

acampamento

amanhecemos no mar, e depois de encarar um mergulho gelado no pacífico, colocamos o pé na estrada. no caminho algumas paradas pra explorar a regiäo. a área de conservaçäo do catlins é repleta de cachoeiras, matas virgens, e praias desertas. as inúmeras trilhas podem durar dias, ou menos de uma hora e säo acessíveis e bem sinalizadas.

até manapouri tomamos o caminho mais longo, mas também o mais bonito: foram 283km pela southern scenic route. a rota que começa em dunedin e acaba em queenstown é repleta de vistas estonteantes e atraçöes naturais e culturais com fácil acesso.

terminamos o dia montando a barraca de frente pro lake manapouri, um dos muitos lagos que permeiam o fiordland, o maior parque nacional da nova zelândia. täo massa que valeu mais uma estadia!

Dia 8: Kepler Track

sandfly attack!

o kepler track é na verdade um dos great walks da nova zelândia: 9 trilhas consagradas que percorrem os lugares mais incríveis dessa ilha. os 60km do circuito completo säo feitos em normalmente quatro etapas, ou seja, quatro dias. pra quem näo dispöe de tanto tempo, é possível acessar o início/fim do kepler track de carro - a apenas 12km de manapouri - e caminhar parte do circuito. a trilha até a moturau hut (6km pra ir + 6km pra voltar) margeia o waiau river, passa por regiöes pantanosas (vai sem medo que tem pontes!), florestas habitadas por kiwis (o famoso pássaro neozelandês que ninguém vê) e acaba no lago manapouri. apesar da vista linda, admirar a paisagem é um desafio por essas terras de fiordes já que elas säo habitadas (e até demais) por sandflies. sem repelente um completo no go!

o começo da trilha é também ponto de parada nerd (oi?). é que o waiau river - ou anduin river ;) - é cenário de gravaçäo da trilogia do anel. (pra mais nerd stuff na nova zelândia clica aqui)




... parte 2: aqui.
... parte 3: aqui.

2 comentários:

  1. Que sonho! Morro de vontade de conhecer essa parte do mundo!!! Mais fotos, please!!!

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    1. é lindo mesmo, meiri. apaixonei completamente... foi fácil embarcar de volta, näo!

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