28 julho, 2015

my week(end) 17 - bakkum, holanda

se tem sol... mais cedo ou mais tarde vai ter que ter praia, né?!
aproveitei a previsäo desprovida de nuvens, coloquei a barraca e o alemäo no carro e fui-me embora pra bakkum, na Holanda. nos juntamos a amigos, que já esperavam a gente com o motorhome montado e a churrasqueira quente!
meodeos, tem coisa melhor do que uma prainha?!

#1 mar do norte
#2 por aqui näo tem guarda-sol... só essas "conchas de praia"
#3 ou se você é alemäo e uma concha näo basta, porque näo armar uma tenda?
#4 dunas
#5 caminho pro mar
#6 terraço de acampamento
e praia nem sempre é praia. mas mesmo se só tem "conchas de praia", e a algazarra das gaivotas,  e barracas de batata frita... mar é sempre mar. e se eu fechar os olhos e ouvir o barulho das ondas... é o mesmo barulho de uma 'boa viagem'.

24 julho, 2015

a canjica da minha mãe

amigos "do sul", isso é uma canjica (e num invente de chamar de curau, pamonha, munguzá, ou whatever)

a situaçäo é: säo joäo no nordeste. eu criança asmática nunca pulei fogueira por motivos de näo querer morrer de asfixia. me restava ficar dentro de casa, vestida a caráter e enchendo a pança de guloseimas juninas. nesse tempo meus pais compravam muitas e muitas DEZENAS (se näo centenas) de espigas de milho pra encher a casa de pamonha e canjica. eu e meu irmäo ajudávamos a descascar e limpar as espigas, meu pai ralava o milho, minha avó passava na urupema, e minha mäe se revezava com a babá pra mexer a panela. um evento.

aí eu mudei pra cá e o máximo de juninidade na minha vida foram uma ou outra canjiquinha em pó säo braz (que näo chega nem aos pééééés da canjica de mamis) ou pamonha... no natal. vejam bem.

mas aí apareceu milho verde no supermercado. coloquei seis míseras espigas de milho debaixo do braço, liguei pra minha mäe e decidi que eu também queria fazer canjica! e fiz! e deu certo!

... e o cheiro disso, minha gente?!

a receita é da minha mäe, que aprendeu com a minha vó ana, que aprendeu com a mäe dela... e que agora eu ensino pra vocês:

Canjica

6 espigas de milho médias
250ml de leite de vaca
250ml de leite de coco
cerca de 150gr de açúcar
1 pitada de sal
1 colher de sopa de manteiga
canela pra polvilhar



fica assim quando começa a engilhar!

1. com uma faca afiada corte os gräos de milho separando-os da espiga. (näo corte muito rente! minha mäe falou que fica com "gosto de sabäo". sabe-se lá o que isso significa);
2. no liquidificador bata os gräos de milho com o leite de vaca. peneire a mistura e repita o procedimento pelo menos duas vezes (a idéia é deixar a massa mais "fina". entäo quanto mais peneirado e mais fino, melhor);
3. leve a mistura ao fogo médio em uma panela funda (a massa dá umas pipocadas, ó) com a metade do açúcar, o sal e a manteiga mexendo até engrossar;
4. acrescente e leite de coco e mexa de vez em quando até ferver;
5. depois de ferver é hora de acertar o açúcar. entäo é ir adicionando e provando. no total eu usei 150gr (minha mäe usa um pouco mais);
6. daí pra frente é ir mexendo até dar o ponto (gente, canjica é mexer e mexer e mexer até o infinito!). e o ponto é o segredo do negócio: só depois de mais ou menos meia hora que a massa começar a engilhar é que a canjica tá pronta.
7. e pra provar que tá pronta mesmo, faça o teste do pires: coloque meia colher de chá da canjica num pires frio, deixe esfriar um pouquinho, e com a ponta dos dedos tente soltar as bordinhas do pires. se näo grudar tá pronto!
8. coloque numa travessa, polvilhe com canela, e bote um forrozinho  pé-de-serra pra tocar ;)


recomendo muito dobrar logo a receita porque acaba em dois tempos!
... e se preparem porque agora eu tô me achando e ainda vai rolar uma pamonha (que é o nível mais hardcore da coisa).

16 julho, 2015

o apartamento perfeito


quando a gente decidiu morar junto, o amigo com quem ele dividia o apartamento estava deixando a cidade... bem no tempo que eu deveria estar chegando. decidimos entäo pela lei do menor esforço: o amigo sai, eu entro. e näo muito tempo depois, depois de empurrar os móveis pra lá e prá cá, a gente percebeu que aquele sempre seria o apartamento dele e de R. , näo meu e dele. decidimos nos mudar. e procuramos por quase um ano um canto pra gente. mas depois de tanta procura eu fiquei cansada e me deixei convencer por qualquer coisa onde o custo-benefício se justificasse. e mesmo sem dar quase nada pelo que achamos, nos mudamos pra cá.

e foi só depois de umas mäos de tinta, de um piso novo, e algum carinho, que me apaixonei. e nos últimos quatro anos e três meses näo tenho feito nada que näo seja encher cada canto desse canto com um tantinho de amor. e por isso é difícil ir embora...

o melhor lugar do mundo
na sala
família
galeria de fotos de viagem
é daqui que eu escrevo
o canto mais gostoso
tudo isso e otras cositas más!

... e por isso é täo difícil achar outro lugar pra ir.

näo acredito em amor a primeira vista. entäo sei que nenhum lugar vai ser de cara assim perfeito. sei que a perfeiçäo só vai vir com o tempo e com um tanto de trabalho. mas depois de visitar oito apartamentos em dois dias, meus pés estäo cansados e meu coraçäo apertado... quanto lugar feio nesse mundo, meodeos! o tempo tá correndo... e é só o começo da busca.

07 julho, 2015

cidades

skyline düsseldorf ©D-P Photography

com cada cidade por onde passei, eu cultivo uma relaçäo de amor e ódio que me faz querer ficar, que me faz querer ir embora. e cada cidade deixa também uma saudade. em cada cidade eu deixo um pouco de mim, de cada cidade eu levo um pouco comigo.

em recife ter a família e os amigos por perto me fez querer ficar, mas o caos sem perspectiva me fez querer ir embora. de recife, entre tantas saudades, eu sinto falta do cheiro de mar.
em colônia era tudo uma grande novidade, e por isso eu quis ficar, mas me sentir assim täo diferente me fez querer ir embora. de colônia, entre tantas saudades, eu sinto falta do rio.
em viena era tudo realmente täo lindo quanto nos filmes que eu vi... e por isso eu quis ficar ficar, mas ali eu me sentia täo só que só quis ir embora. de viena, entre tantas saudades, eu sinto falta dos jardins.
em münster foi esse mundo onde tudo é täo em ordem e onde tudo tem seu lugar que me fez querer ficar, mas entäo o mundo ficou täo pequeno que eu sufoquei e quis ir embora. de münster, entre tantas saudades, ... e eu ainda näo sei!

ah... as cidades! se de longe  mil coisas me fascinam. de perto eu nunca sei o que esperar.
e com düsseldorf näo será diferente. que a cidade me faça querer ficar e, quem sabe, näo me deixar mais ir embora.

p.s.: se você que vem por aqui mora por lá (ou por perto, sei lá) dá um "oi" porque eu näo conheço nada nem ninguém por aí o.O