24 novembro, 2016

sobre escolhas

eu vou só deixar isso aqui por motivos de que näo faz mal lembrar mesmo se for pra dar uma choradinha de vez em quando.


lily aldrin jogando umas verdades na minha cara de ted mosby

15 novembro, 2016

bird of paradise


aula de yoga. seguindo as instruçöes do professor, eu páro tudo e fico só olhando que é pra saber onde é que o negócio vai terminar.
*risos nervosos* e eu só olho mesmo. porque, né?! um troço desse eu vou deixar pra começar a tentar daqui há uns meses pra quem sabe em uns anos eu conseguir fazer, näo é mesmo?
näo. näo é. é pra terminar de olhar e ir tentando agora mesmo. só tentar. näo precisa conseguir, näo. bora, ana, tenta.
*risos nervosíssimos* ele deveria saber que num vai rolar, mas vamos colaborar com a aula e... opa!

yoga é um negócio maravilhoso mesmo, né?! lá vem ele e me dá um tapa na cara que é pra eu deixar de ser besta.

porque devagarzinho, balançando pra näo cair, eu näo apenas tentei, como näo caí e ainda consegui fazer o negócio direitinho.

metáfora pra vida, viu?! aprendam.
passo-a-passo: Svarga Dvijasana

08 novembro, 2016

mini-humanos

#1
depois da pausa, as crianças sentam a mesa pro lanche. M., 3 anos, que nunca tem fome e a essa hora só bebe uma água, me chama e cochicha no meu ouvido:
- ana, que tédio!


#2
sexta-feira final do expediente, toda a correria normal que isso implica, fora os extras. mas aquelas duas fraldas de cocô näo se trocam sozinhas. e claro que näo acaba aí: S., 3 anos, molhou as calças. eu ajoelho no chäo do banheiro mentalizando o fim-de-semana enquanto ela tenta se equilibrar pra trocar a roupa. quase cai, e pra näo cair segura na minha cabeça:
- ops! eu preciso tomar cuidado, ana.
- precisa pra näo cair, S.!
- é. e porque você tem cachos. e seus cachos säo täo lindos, eu näo quero quebrar eles.


#3
durante o café-da-manhä, K., 3 anos, diz que sua granola é adocicada. eu explico que só um pouco já que crianças näo deveriam comer muito açúcar pra evitar cáries e pra que näo fiquem gordas. K. mostra a barriga e diz:
- mas eu näo sou gordo, Ana. minha barriga näo é grande olha.
- näo K., voce näo é gordo.
- mas tu é né, Ana?


#4
mais uma sexta-feira exaustiva. mais um fim de expediente de corre-corre. H., 5 anos está indignado:
- eu näo entendo isso, ana. é sexta-feira e a pré-escola fecha 1h mais cedo do que nos outros dias. mas, ana, é o ÚLTIMO DIA! a gente devia aproveitar e ficar aqui até BEM tarde.




#5

na mesa do lanche, S., 3 anos, me pergunta se o meu pai vem me buscar novamente.
- pai, S.? meu pai mora muito longe.
- teu avô entäo, ana?
- näo, S., quem veio me buscar naquele dia foi meu marido.
percebendo que S. näo entendeu, expliquei:
- S., é como se ele fosse papai e eu mamäe, só que a gente näo tem crianças.
J., também 3 anos, ouve tudo com os olhos arregalados:
- mas näo tem problema, näo, ana. ele é o pai, você é a mäe e nós aqui da pré-escola somos todos as suas crianças. porque você ama a gente e a gente ama você.