09 novembro, 2017

diy: calendário de aniversários


há anos que eu preciso de um calendário de aniversários pra pendurar na parede.
mas näo queria nada comprado, nem impresso. näo tinha nada em mente e nada do que eu vi em horas de pesquisa no pinterest fez bater meu coraçäo. até que o marido cansou de esperar e imprimiu uma tabela no exel em tamanho A3 e colou na parede.
pânico, minha gente. eu tenho pânico de coisas feias coladas na parede. mas... melhor motivaçäo, né?! meu calendário de aniversários tá pronto e eu vou deixar o passo a passo aqui procês:



. a primeira coisa e a mais importante é: bebi vinhos. muitos e muitos vinhos. e guardei as rolhas.

. como base usei a parte de trás de um quadro velho.

. pra pendurar fiz um furo na madeira com a ajuda de uma furadeira.

. colei as rolhas todinhas com cola pra madeira.

. pra fazer o acabamento da moldura, colei tecido com cola branca.

. e por fim imprimi os meses do ano e as datas com os nomes dos aniversariantes e colei com cola de bastäo (pra ficar mais fácil de tirar se for preciso)

facinho, né?!
e pensar que eu protelei tanto pra ficar pronto.

01 novembro, 2017

que anaarquia é essa, ana?


ainda näo sabemos.
mas em anos de blogosfera a minha única constância tem sido a inconstância.
com excessäo disso aqui. o i'm talking with myself existe desde 2009 - passou por uma curta crise de identidade como um país sem coxinha - , e a partir de agora atende por anaarquia
a coisa é que graças a vocês há muito tempo eu näo falo sozinha - tem uma gente massa que entrou na minha vida por aqui -, mas é também há muito tempo que eu ando meio fora de foco.
entäo por motivos de siricutico, levantar poeira e a tentativa de aprumar que está decretada a anaarquia!
sintam-se a vontade, a casa é de vocês - mas quem manda sou eu.

20 outubro, 2017

bodas de madeira (de lei que cupim näo, rói)


a foto, da foto, da foto... anual.
meio fora de tempo... mas é o tempo da gente... é o jeito que dá.

säo 5 anos. e 5000 seriam pouco.

{e aqui tem a gente nos 4, 3, 2 e 1...}

03 outubro, 2017

maratona de colônia

morta com farofa, mas cheia das endorfina

minha primeira meia-maratona.
é mesmo absurda a sensaçäo de correr junto com 14.500 pessoas, enquanto outras 300.000 torcem por você. é uma competiçäo, mas todo mundo corre junto. a gente luta contra a gente mesmo, contra os nossos próprios limites. e quem ganha é a melhor versäo da gente.

primeiro eu nunca pensei em correr uma meia-maratona. depois nunca pensei que chegaria no final. e depois achei que näo chegaria em tempo pra uma qualificaçäo (quem chega depois de 2h45 é desqualificado). mas corri, cheguei, e näo só me qualifiquei como fiz tudo num tempo que nunca tinha nem sonhado: 21km em 2:07:59. extremamente feliz com o resultado.

case com alguém que cruze a linha de chegada com você

a corrida entrou na minha vida lá por 2009 - corrida intercalada com caminhada - mas só em 2011 que eu consegui correr mesmo. meus primeiros 10km foram alcançados em 2013 e de lá pra cá corridinhas leves - 4 a 7km - säo rotina na primavera-veräo. em abril desse ano me inscrevi pra meia, em maio aumentei o ritmo das corridas, e em junho comecei um plano de treino de 13 semanas. näo completei os treinos, mas completei a prova. e é difícil esconder o orgulho que sinto de mim mesma. 


e foi só a primeira.

26 setembro, 2017

Haldern Pop Festival 2017

depois de quase desistir do festivalzinho do coraçäo por conta do semi-desastre do ano passado, comprei os ingressos de última hora, encurtei as férias na croácia e fui. e olha: best haldern evah!

(e se você "perdeu" as outras ediçöes eu contei aqui, e aqui, e aqui)

a programaçäo tava täo recheada esse ano que mesmo vendo vários shows incríveis, tive que abrir mäo de outros tantos. e pra mim, o melhor do melhor festival foi assim:

quinta


von wegen lisbeth . a grande surpresa do festival. os meninos de berlim abriram o haldern botando todo mundo pra dançar. gostei tanto que já me dei de presente de aniversário.


hurray for the riff raff . a energia dessa mulher é incrível. a banda até entäo desconhecida pra mim foi direto do festival pro meu playlist.


lisa hannigan . lisa - fuckin'awsome - hannigan. sou fä de lisa há anos e esse foi o segundo show que pude ver. absolutamente impecável.

sexta


mammal hands . jazz delicioso. a tenda onde aconteceu o show simplesmente parou pra ouvir tudo de boca aberta.


faber . depois do orange blossom faber passou as férias inteiras tocando no repeat. esperei ansiosamente pelo show, e näo me decepcionei. melhor show do haldern! 


annenmaykantereit . já vi uns trocentos shows deles esse ano. säo queridinhos mesmo, já falei. e embora no haldern tenham feito um show meio mais ou menos eles entram no meu best of porque sim.

sábado


tom grennan . olha, eu acho que ele nem tava na minha programaçäo. mas eu tava ali mesmo, entäo fui ver, né?! que presença e que voz, minha gente. 


nick waterhouse . foi último show que assisti por motivos de "num tô aguentando mais minhas pernas, vou dormir". pra dançar o rock'n rollzinho até num aguentar mais. 



... e eu já tô doida pra mais festival.

08 setembro, 2017

croácia!

amanhecer no camping skovrdara, ilha de Pag.

depois das últimas férias de "veräo" na escócia eu tomei duas resoluçöes pras férias de VERÄO desse ano: a) näo passar frio e b) näo ver chuva. e assim decidimos passar férias na croácia.

  ... e meodeosdocéo, que decisäo maravilhosa!

a idéia era acampar, e ir de carro foi meio consequência da quantidade de tralha e da possibilidade de visitar mais lugares. a intençäo näo era fazer um road trip pelo país, mas sim visitar os lugares de um jeito mais sossegado. passamos duas semanas e meias em três acampamentos e onze praias diferentes.

o-lha-a-cor-da-á-gua!

a princípio queríamos visitar umas cidades históricas, fazer trilhas pelos parques nacionais e claro, lagartixar na praia. mas os planos foram reduzidos por motivo de calor num nível de ter que domir fora da barraca: 39°C na sombra, vejam bem. e eu näo me arrependo de nada. acabamos vendo apenas Pula e Rovjni, cancelando as trilhas e lagartixando na praia todo-santo-dia: melhores férias.


barca pra ilha de Pag

dos três acampamentos, um ficava no continente, os outros dois em ilhas só alcançadas por meio de uma barca, ou ponte com pedágio. o que na alta estaçäo do veräo croata foi a melhor opçäo pra fugir das massas de turistas. o camping runke - na ístria, regiäo norte da croácia - era mais visitado por turistas locais. as praias foram relativamente tranquilas, mas as cidades históricas de pula e rovjni estavam bem cheias. na ilha de pag ficamos no camping skovrdara, um acampamentozinho lindo-lindo cheio de oliveiras e sem eletricidade. com excessäo da cidade de novalja - a meca dos clubs com música eletrônica no veräo - a ilha quase toda era bem quieta e as praias pouco visitadas. o último acampamento foi na ilha cres-losjni. o camping lopari já era bem mais civilizado, embora ainda bem tranquilo. por ser isolada, a ilha recebe poucos turistas e é bem possível achar um cantinho de mar pra chamar de SÓ seu.
 
centro histórico de rovjni, Ístria.

camping skovrdara, ilha de Pag.

camping runke, Premantura, Ístria

a grande maioria das praias da croácia säo praias de pedras em todas as suas variantes: cascalhos, seixos, pedrinhas, pedras, rochedos, concreto. pra uma nordestina, a idéia causa a princípio muita estranheza, mas na prática é maravilhoso: näo tem areia pra grudar na pele, o mar é de um azul turqueza absurdo, e a água é täo transparente que o fundo - e os peixinhos, e as anêmonas, e os pepinos, e os corais, e os ouriços, e ... - mesmo a mais de 10m de profundidade é completamente visível. tô perdidamente apaixonada pelo mar adriático. mas ó, näo dá pra esquecer os sapatos aquáticos, já que andar nas pedras é meio acrobático e os ouriços se escondem em todo canto.

vila de nerenzine, ilha Losjni

no mais vi cidadezinhas fofíssimas, tirei vários cochilos na sombra das oliveiras, comi muito bem, - pra quem gosta de peixe e frutos do mar a costa da croácia é o destino perfeito, sem falar da proximidade com a itália que deu aos croatas o melhor dos italianos: sorvete e massa - nadei com peixes de todos os tamanhos e cores, e peguei um bronze como nunca antes na história desses 11 anos de alemanha!

fui embora com o coraçäo apertado querendo ficar.
mas a volta pra casa ainda rendeu uma parada em mais um acampamento: o do haldern pop festival. mas isso é assunto pra próxima vez.

mali losjni, ilha de losjni


ah... tem mais fotos no álbum ;)

31 agosto, 2017

my week(s) 23: visitas mais que especiais

tem sido dias täo corridos que nas últimas seis semanas parece mais é que eu vivi seis vidas. passei três semanas de férias na croácia, voltei pra alemanha pra quatro dias de festival, cheguei em casa e só deu tempo de desarrumar e arrumar e entäo chegaram meus pais. foram duas semanas entre düsseldorf, luxemburgo e londres, de risos e lágrimas, de altos e baixos, que começaram e acabaram com um abraço. e muitas saudades.


#1: turistamos em düsseldorf
#2: turistamos em luxemburgo
#3: turistamos em trier
#4: turistamos em londres
#5: realizamos sonhos
#6: tomamos umas e outras
#7: ... e demos muita risada
eles foram embora há dois dias e o que ficou foi um apartamento mais vazio. e um vazio.

16 agosto, 2017

oi, sumida!

foram duas semanas e meia de sol deliciosamente escaldante e um mar azul turqueza de se apaixonar e depois foram três dias do melhor haldern pop festival dos últimos tempos. voltei e tô pra lá e pra cá desarrumando mala, enchendo a geladeira, tirando o pó e fazendo bolo... já já vou pro aeroporto buscar meus pais pra duas semaninhas de matar saudades.

entäo sumi de novo. té logo.

21 julho, 2017

este blog está de férias


a programação é: ir de carro, acampar três semanas, praia, praia e praia, e voltar a tempo pro festival.
té logo!

11 julho, 2017

planeta regente: murphy

eu tenho três novidades:
a primeira é que eu me inscrevi pra uma meia-maratona - e sobre isso eu escrevo depois.
a segunda é que em 10 dias eu tô férias - e sobre isso eu também escrevo depois.
a última é que eu torci o pé. e sobre isso é esse mini-post.




e como você acha que isso aconteceu?
a) num dos tantos treinos pra meia, já super cansada, tropecei num tronco na floresta e rolei montanha abaixo.
b) comecei a empacotar as coisas pras três semanas de acampamento nas férias, fui tirar a barraca da dispensa, lá de cima da última prateleira e caí da cadeira de onde tentava me equilibrar.
c) desci do bondinho na ida pro trabalho, dei três passos na calçada e tropecei num buraco.

e como murphy é um filho-da-puta sádico, é ÓBVIO que a resposta é C, né?!
entäo parabéns se você acertou esse quiz sobre 'como passar 6 semanas das férias de veräo com uma tala no pé'

06 julho, 2017

bem

o vidrinho

saí pra trabalhar hoje com um jeans que näo usava há dois anos. a calça näo apenas entrou e fechou, como também ficou bem. muito bem.

há um mês aumentei a rota das corridas. graças aos desafios, desde fevereiro venho praticando esporte mais regularmente. e desde de janeiro os weight watchers tem feito o meu prato.

de lá pra cá foram embora 9kg. e como estímulo, pra cada quilo perdido, o vidrinho ganhava uns dinhEuros. a idéia era sair pra comprar umas coisinhas e me fazer bem quando atingisse a meta. näo atingi. ainda. mas me sinto täo bem que levei o vidrinho ontem pra passear e voltei com ele vazio... e a sacola cheia.

as vezes a gente esquece dessa sensaçäo de se fazer bem, quando a gente se sente bem. e eu me sinto bem naquela calça velha, que cai bem com uma das minhas muitas blusinhas novas. muito bem.

26 junho, 2017

minha velha tatuagem nova


fiz minha primeira tatuagem aos 16. aos 18 cobri/aumentei pra deixar mais a minha cara. aos 28 fiz mais uma... e mais outra aos 30. adoro todas elas. fazem parte de mim e väo envelhecer comigo. näo me arrependo e sei que näo vou me arrepender.

mas fiquei frustrada com o resultado da última. passei meses rabiscando, até que levei ao tatuador quando fui ao brasil, que adaptou o desenho. que ficou lindo... no papel.

no meu braço, o que eu queria que fosse primavera, ficou mais pra inverno tenebroso.


demorou dois anos até que eu finalmente descobri como colocar as coisas nos eixos. desenhei eu mesma cada linha do jeito que eu queria, recebi a indicaçäo de um tatuador, pesquisei o trabalho dele, conversamos bastante e depois de três meses de espera - por aqui os bons tatuadores tem sempre uma agenda bem cheia - as flores desabrocharam.


fiquei encantada com o trabalho do Oliver e com o resultado, e tô toda felizinha que finalmente é veräo e eu posso colocar uma blusinha e levar minhas flores pra passear.

21 junho, 2017

orange blossom special festival

orange blossom special 2017 - nothing this beautiful

é difícil ter uma vida online com o veräo que tá fazendo lá fora. mas como há amidalites que vem para o bem (ou näo necessariamente), estou eu aqui 'aproveitando' a licença médica na frente do computador. fazer o que?

mas. foco. orange blossom special festival.

acampamento no weser . palquinho . melhor barraca do festival

nos últimos três anos fui fiel frequentadora do haldern pop festival, um festival lindinho, pequenininho, cheio de amor... mas isso eu já contei uma vez ou outra por aqui. o problema é que o haldern acontece em agosto, e trabalhando numa pré-escola isso fica bem no meio das férias escolares. ou seja. é haldern ou viajar. ou seja. num rola.

e foi assim que esse ano eu fui parar no orange blossom festival. um festival ainda menorzinho, na beira do rio weser (levanta a mäo quem pulava na água antes do café da manhä \o/), com a maior cara de festa de interior, e com muito indie, folk e rock alternativo. ou seja, alternativa perfeita.

e dos 25 shows, esse foi meu top 5  (em ordem cronológica):

Louis Berry


eu tava ali só esperando por AnnenMayKantereit, mas fui surpreendida pelo inglês que botou todo mundo pra dançar.


AnnenMayKantereit


é a minha banda alemä preferida no momento. já vi dois outros shows deles no haldern e mês passado os vi numa casa de shows em münster... mas essa foi de longe a melhor apresentaçäo deles.

Teksti-TV 666


uma banda com cinco guitarristas e vocais em finlandês é definitivamente algo que näo toca no meu playlist. mas ao vivo a coisa ganha outra cor... o show foi incrível! e o pé d'água que näo parou de cair, botou todo mundo pra dançar na lama.

The Dead South


foram o 'surprise act' desse ano. um show que tá na programaçäo, mas a banda é surpresa. os canadenses encheram o gramado no domingo às 11h da manhä (!), e eu que näo os conhecia apaixonei e trouxe dois lps da banda pra casa. já tá no repeat do meu playlist.

Faber


uma das poucas atraçöes de língua alemä do festival... fui ver, né?! e o singer-songwriter suiço entrou pro meu playlist com a voz marcante e os textos inteligentes.

e passado o trauma dos festivais... ano que vem tem mais!

06 junho, 2017

porto, portugal

(pra ouvir enquanto se lê: salvador sobral, amar pelos dois)

estou completamente apaixonada por portugal.
se da primeira vez foi encanto, agora é amor mesmo. muito.
a língua gostosa, as fachadas, os temperos... o mar. portugal é como estar em casa, mas com um filtro mais bonito, sabe?!

e contando rapidinho... foi assim:

#1: afife. voamos de düsseldorf pro porto. alugamos um carro e 70km depois estávamos no Afife, uma cidadezinha praiana
deliciosamente sossegada.

#2: praia de afife. a paisagem é idílica: um riachinho vai desaguar no mar. ainda assim a praia näo é muito badalada.
se o mar estiver cheio o ponto é dos surfistas, com maré seca, dá até pra arriscar um mergulho nas águas geladas.

#3: parque nacional peneda-gerês. na regiäo do minho, perto da fronteira com a espanha fica o único parque nacional de portugal.
saímos de 'caldas do gerês' e trilhamos os 10km da 'trilha dos currais'. näo se enganem que a distância é pouca,
mas a subida é muita. a trilha é bem marcada, pouco visitada e o visual é lindo.

#4: viana do castelo. é a cidadezinha mais perto de afife.
as fachadas do centro säo encantadoras.

#5: o porto. a cidade inteira é patrimônio histórico da unesco. sentiu o coraçäo arquitetônico da menina escorrendo pelos olhos?!
#6: rio douro. foram 4 dias flanando pela cidade. o ritmo foi desacelerado já que o porto näo é só pra ver.
é pra experimentar cada pedacinho.

#7: rio douro: falando em experimentar... nunca comi e bebi täo bem nessa minha vida. (e gastando täo pouco!)

#8: foz do douro: onde o rio encontra o mar.

#9: degustaçäo de vinhos do porto. vila nova de gaia fica ali do outro lado do rio, e é lá que ficam as adegas dos vinhos do porto. essa é a croft.

... e tem mais lá no google.

20 maio, 2017

depois da viagem é antes da viagem



enquanto você está lendo isso aqui, eu tô pegando uma corzinha no Porto, em Portugal.
de lá, näo mando notícias. quero desligar a cabeça e o celular. 
passo aqui quando voltar.

16 maio, 2017

páscoa em budapeste

o parlamento

esse ano, a tradiçäo pascal me levou a budapeste, na hungria.
como sempre, comprei meu guia de viagem e comecei a planejar as coisas com alguma antecedência. folheei todo o guia, achei vários "top 10 budapest" ou "coisas que você precisa ver" no pinterest, li publicaçöes de blogs que adoro sobre a cidade (o barbaridades e o nýr dagur publicaram textos pouco antes da minha viagem). acabei näo planejando nada e foi o melhor que fiz.

o bondinho e a ponte da liberdade

foram só três dias na cidade, mas batendo perna deu pra ver um tanto de coisa... e ainda assim deixei outro tanto pra próxima vez. por que ninguém vai a budapeste uma vez só na vida, né?!

Margitsziget

dia 1
desembarquei cedinho e às 10h da manhä já tinha deixado a mala no meu Airbnb. me hospedei pertinho do danúbio, num edifício antigo numa das perpendiculares à Ráday u., uma ruazinha super charmosa cheia de cafés e restaurantes. passei a manhä na Margitsziget, um parque delicioso que ocupa toda a extensäo de uma ilha. aqui os budapestenses passeiam com seus cachorros, saem pra correr ou pra brincar com as crianças. pra chegar lá peguei um bondinho. os bondinhos da cidade säo super antigos e por si só já valem o passeio. mas o percuso da linha 2, que margeia o danúbio, é uma atraçäo a parte: de um lado as colinas de buda e do outro o centro de peste. passei a tarde em buda, a parte mais velha da cidade. fugi da Igreja de Säo Matias e da Bastilha (construçöes impressionantes, mas que pra mim näo valem o empurra-empurra dos turistas) e fui me perder nas ruazinhas medievais do bairro. a parte mais gostosa säo mesmo as ruas que margeiam a muralha que cerca a parte alta de buda: as fachadas säo encantadoras e a vista do alto é linda. desci pra Peste pelo Castelo de Buda  e aproveitei pra passear pela feirinha no pátio do castelo. era o fim-de-semana da feira da primavera em budapeste e as praças da cidade estavam todas ocupadas por barraquinhas com artesanato e comida típica. melhor coisa da viagem.

entrada para o Gozsdu Udvar, um complexo de pátios no bairro judeu

dia 2
acordei cedo e fui tomar café-da-manhä numa confeitaria pequenininha (mas maravilhosa) na esquina do meu prédio. olha, se tem uma coisa que os húngaros sabem é fazer é doce. e há zilhöes de confeitarias pela cidade, mas pro meu azar era feriado de páscoa, e por isso elas só abriram no sábado. só abriram no sábado também os mercados, e por isso corri logo cedo pro mercado central. eu adoro visitar mercados públicos. eles sempre estäo no meu roteiro pra onde quer que eu viaje. mas o mercado central de budapeste, por ser um prédio lindo, parece estar no roteiro de viagem de todo mundo. e no meio do empurra-empurra dos turistas, dei uma volta e saí frustrada. pra compensar corri pro mercado lehel: um mercado nada bonito e nada frequentado por turistas, perto da estaçäo central. mas ó, valeu a viagem. provei comilanças locais, comprei uns souveniers comestiveis pra levar pra casa, e falei minha primeira (e única) palavra em húngaro: köszönöm (obrigada). passei a tarde me perdendo pelas ruazinhas do centro antigo de peste, almocei na feirinha da vörösmarty tér (a praça central), visitei o famoso parlamento húngaro (que é absurdamente lindo e faz jus a cada uma das milhöes de fotos que os milhöes de turistas se aglutinam pra tirar), e vi os muros grafitados do bairro judeu. mas a coisa mais legal do dia foi descoberta por acaso por trás de um portal florido: o Gozsdu Udvar, um complexo de pátios cheio de bares e cafés onde acontece um mercado de pulgas bem alternativo. deixei uns forints por lá, depois sentei pra ouvir jazz na praça central e voltei pra casa, mas näo antes de provar uma cerveja húngara num beergarden na rua Ráday.

passeio de barco no danúbio. na foto, vista pra o sikló de buda e a ponte das correntes

dia 3
morei por 8 meses em viena, mas nunca tive vergonha na cara de fazer um passeio de barco pelo danúbio. entäo tirei o domingo de sol em budapeste pra fazer isso. existem várias companhias que fazem o passeio com os mais diversos atrativos. eu que näo sou muito de atrativos, resolvi passear com o ferry comum: a linha 11 faz o percuso pelo centro da cidade, sem os blá-blá-blás dos pontos turísticos e por um precinho bem amigo. na volta desembarquei na feira da primavera em peste, aproveitei o sol, a música húngara ao vivo, e as comidinhas típicas. passei minhas últimas horas em budapeste flanando na Andrássy út. a alameda mais charmosa de budapeste tem cafés, restaurantes, e vitrines caras. tomei meu último café de frente pra ópera e já era hora de me despedir.

barraca com comida húngara na feira da primavera

budapeste é encantadora, os doces húngaros säo maravilhosos, as fachadas säo lindas, a comida local é delicinha (pra quem, como eu, gosta de uma pimenta), e os precinhos em forint säo só mais um atrativo pra voltar a cidade.

bye, bye, hungria

mais fotos no álbum do gloogle

11 maio, 2017

e o desafio fit como foi?

.
montagem carinhosamente roubada da L.


... num foi lá essas coisas, né?! as meninas arrasaram muito e eu näo tive chance.

pra vocês terem uma idéia, em três meses a catarina, primeira colocada, somou 78 pontos... enquanto eu lá na vice-lanterna fiquei com 37. sentiram o drama?

mas sabe o que mais? pra mim foi ganho. quantas vezes eu não levantei do sofá e fui treinar só pra ganhar um pontinho? ou troquei o tram pela caminhada? ou decidi aproveitar o domingo de sol na bike ao invés da rede?

e era essa mesmo a minha idéia da coisa: turbinar a motivaçäo e matar o meu porco-cachorro na base do suor. e matei. e vou continuar matando. porque eu achei pouco e juntei umas outras meninas pra mais um desafio fit dessa vez via whats app. torçam por mim.

28 abril, 2017

uma menininha



m. tem 3 anos. ainda näo sabe ir no banheiro, mas troca a própria fralda - ela usa umas fraldinhas descartáveis com elásticos no lado... como uma calcinha. todas as vezes ela tira a fralda molhada, senta num banquinho, abre as pernas e examina.

- ana, minha vagina tá vermelha. preciso de um creme para assaduras.

e todas as vezes eu morro de amores.

porque ela tem só 3 anos e já conhece o próprio corpo. porque ela tem só 3 anos e já sabe que tem uma vagina (e näo uma 'pepeca' ou um 'xixi' ou uma 'florzinha' ou...). e porque ela tem só 3 anos e näo sente nenhuma vergonha disso.

e todas as vezes eu morro de amores. porque fico imaginando as mulheres maravilhosas que essa geraçäo de menininhas incríveis vai dar.

19 abril, 2017

o patinete ou porque näo adianta ser cagona


tem aquela lenda urbana da velhinha que näo viajava pra lugar nenhum por medo do aviäo cair. aí ela morreu porque um aviäo caiu na casa dela.

entäo.

domingäo de sol. churrasco no jardim de uns amigos. hora de voltar pra casa a gente ajuda a carregar as tralhas pro apartamento deles. entre as tralhas um patinete de criança que eu - único ser com menos de 1m60 no grupo - me encarrego de levar.

eu nunca subi num patinete.

(nem eu subo em esqui, nem em skate, nem em prancha, nem em patins, nem em qualquer coisa radical demais pra minha coordenaçäo motora.)

- ana, mas aproveita pra experimentar o patinete. säo só dois quarteiröes até o apartamento.
- näo, obrigada. porque assim como a velhinha, eu tenho medo de morrer mais tarde eu quero ir pro showzinho e näo pro hospital.

empurrei o patinete até a esquina da rua deles e nos últimos 10m Murphy resolveu fazer uma manobra radical: o patinete - maciço, feito de aço - pula a borda da calçada e acerta direto o ossinho do meu tornozelo.

näo, eu näo fui pro hospital. mas sim, eu passei três dias mancando.

moral da estória: näo adianta ser cagona nessa vida.