19 abril, 2017

o patinete ou porque näo adianta ser cagona


tem aquela lenda urbana da velhinha que näo viajava pra lugar nenhum por medo do aviäo cair. aí ela morreu porque um aviäo caiu na casa dela.

entäo.

domingäo de sol. churrasco no jardim de uns amigos. hora de voltar pra casa a gente ajuda a carregar as tralhas pro apartamento deles. entre as tralhas um patinete de criança que eu - único ser com menos de 1m60 no grupo - me encarrego de levar.

eu nunca subi num patinete.

(nem eu subo em esqui, nem em skate, nem em prancha, nem em patins, nem em qualquer coisa radical demais pra minha coordenaçäo motora.)

- ana, mas aproveita pra experimentar o patinete. säo só dois quarteiröes até o apartamento.
- näo, obrigada. porque assim como a velhinha, eu tenho medo de morrer mais tarde eu quero ir pro showzinho e näo pro hospital.

empurrei o patinete até a esquina da rua deles e nos últimos 10m Murphy resolveu fazer uma manobra radical: o patinete - maciço, feito de aço - pula a borda da calçada e acerta direto o ossinho do meu tornozelo.

näo, eu näo fui pro hospital. mas sim, eu passei três dias mancando.

moral da estória: näo adianta ser cagona nessa vida.

06 abril, 2017

semi-vegetarianismo


sou adepta do semi-vegetarianismo. e foi (é?) um longo processo.

começou há pouco mais de seis meses. quando decidi que carne só nos finais de semana.
começou há mais ou menos dois anos atrás. quando eu decidi que umas duas ou três vezes na semana eu queria cozinhar pratos vegetarianos.
começou há uns quatro ou cinco. quando eu descobri a campanha 'quinta vegetariana' e na quinta-feira era dia de cozinhar sem carne.
começou há uns 16 ou 17 anos atrás. quando eu decidi näo comer mais carne por questöes éticas e de sustentabilidade. durou seis meses por questöes de (meodeos, eu adoro uma) picanha.

e em 16 ou 17 as divagaçöes éticas e sustentáveis näo mudaram. nem o gosto pelo salmäo grelhado e pela maminha. entäo o jeito foi dar um jeito e fechar um compromisso comigo mesma. e esses últimos seis meses tem me deixado muito satisfeita comigo.

pra mim, o semi-vegetarianismo tem funcionado assim:

de segunda a sexta tem curry, tem pasta, tem gratinado, tem lasanha, tem wrap, tem wok, tem churrasco, tem... tantos gostos diferentes. só näo tem carne (nem coisas que imitem carne tipo hamburguer de soja ou linguiça de tofu).

e no fim de semana tem carne e peixe. da peixaria do bairro e do açougue da fazendinha de produçäo sustentável.

tenho testado inúmeras receitas novas e experimentado com gräos e legumes até entäo deconhecidos. o pinterest foi uma ajuda enorme no começo e agora tenho usado também livros de receitas. e foi muito mais fácil e gostoso do que eu imaginei. quero continuar com os experimentos e quero colocar mais receitas e relatos aqui... porque vai que alguém se anima, né?!