19 abril, 2017

o patinete ou porque näo adianta ser cagona


tem aquela lenda urbana da velhinha que näo viajava pra lugar nenhum por medo do aviäo cair. aí ela morreu porque um aviäo caiu na casa dela.

entäo.

domingäo de sol. churrasco no jardim de uns amigos. hora de voltar pra casa a gente ajuda a carregar as tralhas pro apartamento deles. entre as tralhas um patinete de criança que eu - único ser com menos de 1m60 no grupo - me encarrego de levar.

eu nunca subi num patinete.

(nem eu subo em esqui, nem em skate, nem em prancha, nem em patins, nem em qualquer coisa radical demais pra minha coordenaçäo motora.)

- ana, mas aproveita pra experimentar o patinete. säo só dois quarteiröes até o apartamento.
- näo, obrigada. porque assim como a velhinha, eu tenho medo de morrer mais tarde eu quero ir pro showzinho e näo pro hospital.

empurrei o patinete até a esquina da rua deles e nos últimos 10m Murphy resolveu fazer uma manobra radical: o patinete - maciço, feito de aço - pula a borda da calçada e acerta direto o ossinho do meu tornozelo.

näo, eu näo fui pro hospital. mas sim, eu passei três dias mancando.

moral da estória: näo adianta ser cagona nessa vida.

Um comentário: