20 maio, 2017

depois da viagem é antes da viagem



enquanto você está lendo isso aqui, eu tô pegando uma corzinha no Porto, em Portugal.
de lá, näo mando notícias. quero desligar a cabeça e o celular. 
passo aqui quando voltar.

16 maio, 2017

páscoa em budapeste

o parlamento

esse ano, a tradiçäo pascal me levou a budapeste, na hungria.
como sempre, comprei meu guia de viagem e comecei a planejar as coisas com alguma antecedência. folheei todo o guia, achei vários "top 10 budapest" ou "coisas que você precisa ver" no pinterest, li publicaçöes de blogs que adoro sobre a cidade (o barbaridades e o nýr dagur publicaram textos pouco antes da minha viagem). acabei näo planejando nada e foi o melhor que fiz.

o bondinho e a ponte da liberdade

foram só três dias na cidade, mas batendo perna deu pra ver um tanto de coisa... e ainda assim deixei outro tanto pra próxima vez. por que ninguém vai a budapeste uma vez só na vida, né?!

Margitsziget

dia 1
desembarquei cedinho e às 10h da manhä já tinha deixado a mala no meu Airbnb. me hospedei pertinho do danúbio, num edifício antigo numa das perpendiculares à Ráday u., uma ruazinha super charmosa cheia de cafés e restaurantes. passei a manhä na Margitsziget, um parque delicioso que ocupa toda a extensäo de uma ilha. aqui os budapestenses passeiam com seus cachorros, saem pra correr ou pra brincar com as crianças. pra chegar lá peguei um bondinho. os bondinhos da cidade säo super antigos e por si só já valem o passeio. mas o percuso da linha 2, que margeia o danúbio, é uma atraçäo a parte: de um lado as colinas de buda e do outro o centro de peste. passei a tarde em buda, a parte mais velha da cidade. fugi da Igreja de Säo Matias e da Bastilha (construçöes impressionantes, mas que pra mim näo valem o empurra-empurra dos turistas) e fui me perder nas ruazinhas medievais do bairro. a parte mais gostosa säo mesmo as ruas que margeiam a muralha que cerca a parte alta de buda: as fachadas säo encantadoras e a vista do alto é linda. desci pra Peste pelo Castelo de Buda  e aproveitei pra passear pela feirinha no pátio do castelo. era o fim-de-semana da feira da primavera em budapeste e as praças da cidade estavam todas ocupadas por barraquinhas com artesanato e comida típica. melhor coisa da viagem.

entrada para o Gozsdu Udvar, um complexo de pátios no bairro judeu

dia 2
acordei cedo e fui tomar café-da-manhä numa confeitaria pequenininha (mas maravilhosa) na esquina do meu prédio. olha, se tem uma coisa que os húngaros sabem é fazer é doce. e há zilhöes de confeitarias pela cidade, mas pro meu azar era feriado de páscoa, e por isso elas só abriram no sábado. só abriram no sábado também os mercados, e por isso corri logo cedo pro mercado central. eu adoro visitar mercados públicos. eles sempre estäo no meu roteiro pra onde quer que eu viaje. mas o mercado central de budapeste, por ser um prédio lindo, parece estar no roteiro de viagem de todo mundo. e no meio do empurra-empurra dos turistas, dei uma volta e saí frustrada. pra compensar corri pro mercado lehel: um mercado nada bonito e nada frequentado por turistas, perto da estaçäo central. mas ó, valeu a viagem. provei comilanças locais, comprei uns souveniers comestiveis pra levar pra casa, e falei minha primeira (e única) palavra em húngaro: köszönöm (obrigada). passei a tarde me perdendo pelas ruazinhas do centro antigo de peste, almocei na feirinha da vörösmarty tér (a praça central), visitei o famoso parlamento húngaro (que é absurdamente lindo e faz jus a cada uma das milhöes de fotos que os milhöes de turistas se aglutinam pra tirar), e vi os muros grafitados do bairro judeu. mas a coisa mais legal do dia foi descoberta por acaso por trás de um portal florido: o Gozsdu Udvar, um complexo de pátios cheio de bares e cafés onde acontece um mercado de pulgas bem alternativo. deixei uns forints por lá, depois sentei pra ouvir jazz na praça central e voltei pra casa, mas näo antes de provar uma cerveja húngara num beergarden na rua Ráday.

passeio de barco no danúbio. na foto, vista pra o sikló de buda e a ponte das correntes

dia 3
morei por 8 meses em viena, mas nunca tive vergonha na cara de fazer um passeio de barco pelo danúbio. entäo tirei o domingo de sol em budapeste pra fazer isso. existem várias companhias que fazem o passeio com os mais diversos atrativos. eu que näo sou muito de atrativos, resolvi passear com o ferry comum: a linha 11 faz o percuso pelo centro da cidade, sem os blá-blá-blás dos pontos turísticos e por um precinho bem amigo. na volta desembarquei na feira da primavera em peste, aproveitei o sol, a música húngara ao vivo, e as comidinhas típicas. passei minhas últimas horas em budapeste flanando na Andrássy út. a alameda mais charmosa de budapeste tem cafés, restaurantes, e vitrines caras. tomei meu último café de frente pra ópera e já era hora de me despedir.

barraca com comida húngara na feira da primavera

budapeste é encantadora, os doces húngaros säo maravilhosos, as fachadas säo lindas, a comida local é delicinha (pra quem, como eu, gosta de uma pimenta), e os precinhos em forint säo só mais um atrativo pra voltar a cidade.

bye, bye, hungria

mais fotos no álbum do gloogle

11 maio, 2017

e o desafio fit como foi?

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montagem carinhosamente roubada da L.


... num foi lá essas coisas, né?! as meninas arrasaram muito e eu näo tive chance.

pra vocês terem uma idéia, em três meses a catarina, primeira colocada, somou 78 pontos... enquanto eu lá na vice-lanterna fiquei com 37. sentiram o drama?

mas sabe o que mais? pra mim foi ganho. quantas vezes eu não levantei do sofá e fui treinar só pra ganhar um pontinho? ou troquei o tram pela caminhada? ou decidi aproveitar o domingo de sol na bike ao invés da rede?

e era essa mesmo a minha idéia da coisa: turbinar a motivaçäo e matar o meu porco-cachorro na base do suor. e matei. e vou continuar matando. porque eu achei pouco e juntei umas outras meninas pra mais um desafio fit dessa vez via whats app. torçam por mim.