11 junho, 2019

look de festival (risos nervosos)



começou a melhor estaçäo do ano: os festivais de veräo!
e nessa época do ano boa parte da internet (ou pelo menos os meus algorítmos) gira em torno disso. e eu babo numas fotos, mas cara, eu sinceramente näo sei como essas moças conseguem: salto, make, roupitchas e acessórios mega descolados.

porque festival de veräo na alemanha é um bicho complicado de encarar com toda essa produçäo. e eu explico: é veräo. mas veräo na alemanha é aquele negócio... pode fazer 40°C ou nem bater os 10°C, pode cair raio, pode dar ventania, pode chover enxurrada, pode cair granizo... tudo num final de semana só. e tudo isso enquanto você dorme numa barraca de camping e usa um banheiro químico. näo há glamour.

acabei de voltar do primeiro festival do ano e percebi que depois de anos de bolas fora - tentando sair bem na foto - tô acertando fazer as malas - e errando no glamour. e já que tá tudo bem longe das pesquisas de imagens do google, deixo minhas dicas por aqui, pra quem também prefere uma foto feia a uma bronquite:
 
botas + galochas. botas pra proteger os pés no meio do aglomerado de gente e pra näo ficar com os pés podres de sujos quando levantar poeira. leves e confortáveis, que näo esquentem muito no calor, mas que dê pra usar uma meia mais grossa se fizer frio. eu uso um all star de cano alto e galochas pros dias em que o terreno tá encharcado. e näo adianta olhar a previsäo do tempo antes, no mesmo fim de semana eu sempre precisei das duas coisas.

capa de chuva. de preferência em cima da jaqueta impermeável (que nunca é täo impermeável assim).

acessório de cabelo. que seja compatível com o bad-hair-day (ou seja... todo dia) e que näo incomode o dia todo. o negócio tem que dar um jeito mesmo sem espelho, secador ou chapinha. eu uso um "festival hat" que tá comigo há várias ediçöes.

óculos de sol. por motivos de sol e de olheiras. dormir bem näo é uma realidade num acampamento gigante: ou näo väo te deixar dormir a noite, ou väo te acordar mais cedo do que o seu sono de beleza necessitaria.

camadas de roupa. na alemanha, mesmo no veräo, o tempo pode mudar ao longo do dia. e se as pernas de fora tavam massa no calor do meio-dia, väo precisar de uma meia-calça no vento gelado da noite. a dica é o look cebola: ir colocando mais roupa por cima (agora tenta ficar glam com isso).

roupas confortáveis. e sem frescura. por aqui os festivais começam antes do meio-dia e continuam noite adentro. näo dá pra ficar em pé do dia todo e näo tem cadeira. vai ter que sentar no chäo, ó.

mochila. ou você quer carregar esse mol de coisa numa pochette ou bolsinha da moda? eu uso uma "hipster bag" que é mais levinha (alguém me ajuda. como se chama isso em português)?

esse é meu look. näo sei como dá pra ser de outro jeito sem ficar molhada, congelada e com dor nos pés. se alguém sabe, por favor me conta.

14 maio, 2019

páscoa no báltico

(e depois de falar da quaresma, podemos finalmente falar da páscoa.)
pra vocês que näo sabem, toda páscoa é assim: arrumo minhas malinhas e viajo sozinha pra algum canto de mundo que näo conheço. e no sexto ano de tradiçäo pascal visitei näo apenas uma, mas duas cidades: helsinki, na finlândia e tallin, na estônia. 

Katajanokka, Helsinki: 7°C lá fora e as finlandesas täo prontas pro nado. esse pedacinho de mar fica no bairro onde me hospedei. fiquei num hostel simples, limpinho, silencioso e com uma sauninha. eu que nem sou de hostel, recomendo.

como estocolmo e copenhague, helsinki e tallin säo cidades portuárias e se esparramam em ilhotas pelo mar. e acho que isso dá uma atmosfera toda especial a essas cidades - mesmo tendo seus centros mais voltados pra terra, a brisa do mar e o barulho das gaivotas é bem presente.

Lasipalatsi, Helsinki: o pátio interno desse prédio modernista é cheio de vida. os finlandeses sentam num dos vários cafés, os mais moderninhos andam de skate, ou simplesmente se reúnem numa dessas "colinas" de concreto.

Hietaranta Beach, Helsinki: prainha finlandesa. com a temperatura só deu mesmo pra botar os pézinhos cansados pra gelar.

helsinki é uma cidade sossegada. por näo ter grandes atraçöes turísticas - a cidade é bonita, com uma vida cultural massa, mas nada mainstream - a sensaçäo de flanar pelas ruas é a de quem dá um passeio na própria vizinhança. meu azar foi ter visitado a cidade num feriado na baixa estaçäo, entäo muitos museus e até restaurantes estavam fechados. mas os vários parques, ilhas e "prainhas" seriam de qualquer jeito minha parte favorita do roteiro.

Seurasaari, Helsinki: museu à céu que tava fechado até o fim de abril. entäo näo deu pra entrar nas casinhas, mas deu pra passear pelo parque, ouvir barulho de vento nas árvores, ver esquilinhos e contemplar as construçöes mesmo de fora.

Suomelina, Helsinki: a ilha é patrimônio da unesco e abriga um antigo forte tranformado em vários pequenos museus. é passeio prum dia inteiro do ao ar livre pra respirar cheiro de mar. nem precisa dizer que é meu canto mais que favorito na cidade.

de helsinki a tallin säo quase duas horas de ferry pelo mar báltico. o precinho do bate e volta é bem honesto e eu só tenho que recomendar o passeio.


Helsinki-Tallin: a travessia é feita num ferry gigantesco desses com cassino, burger king, duty-free, pub, supermercado e um mol de turista turistando. näo precisa dizer que näo é o meu caso. mas a vista fez valer a pena.

tallin tem um centro histórico muito gracinha. ruelinhas medievais e construçöes bem conservadas ou restauradas com um toque de interveçöes contemporâneas. passei a tarde flanando pelas ladeiras do centro depois de passar a manhä num museu à ceu aberto nos arredores da cidade, definitivamente meu canto favorito em tallin.


Centro Histórico, Tallin: o centro fica no alto de uma colina e de lá de cima dá pra ver os telhadinhos da cidade toda até o mar.

depois de tantos dias respirando mar e árvore - passei mais tempo nos parques do que nas ruas - voltei pra casa com o coraçäo mais tranquilo... e a cabeça cheia de planos pra páscoa que vem.


Eesti Vabaohu Museum, Tallin: museu à céu aberto maravilhoso dentro de um parque fora do centro. eu sou completamente apaixoada por esse tipo de museu e a riqueza de detalhes em tallin me impressionou bastante. melhor coisa da viagem!

p.s.: memórias das páscoas passadas

2014 - barcelona
2015 - miläo
2016 - estolcomo
2017 - budapeste
2018 - copenhague

07 maio, 2019

quaresma sem açúcar



(sim, o brasil já tá se preparando pras festas juninas e eu aqui falando da quaresma. mas antes tarde do que nunca, näo é mesmo?!)

passei QUARENTA E DOIS dias sem comer açúcar. açúcar, adoçante, mel, xaropes e afins. qualquer coisa que precisasse se adicionar pra adoçar que näo fosse fruta. e queria registrar isso aqui pra dividir com vocês.

mas qual a necessidade disso, ana?

entäo... minha mäe me chama de formiga: näo posso ver um doce. e embora a Alemanha tenha reduzido um bocado o meu gosto por doces, sou dessas que sempre precisa de um docinho depois do salgado. entäo achei que abstinência era uma boa pra refletir meu comportamento. e foi. mas näo foi sempre fácil.

e como foi?

o que facilitou um bocado é que meu paladar por coisas muito doces tem mudado: há anos näo adoço suco, chá ou leite; prefiro chocolate amargo a ao leite; me dá enjôo só de pensar em bombom, jujuba ou pirulito e näo tomo mais refris clássicos - coca, sprite ou fanta - por achar doce demais.

nas duas primeiras semanas senti muita falta do meu docinho depois do salgado e precisei mesmo me jogar nas receitinhas de doces sem açúcar: fiz bolos, waffeln e panqueca adoçados com banana ou purê de maçä (consegui evitar as tâmaras secas... yay!). e pra minha surpresa, me bastou.

e quando näo bastou, fui boa comigo e me dei uma tacinha de vinho, uma fruta ou uma comidinha mais caprichada.

nas semanas seguintes o desespero por doce diminuiu um bocado e näo precisei mais das receitinhas sem açúcar.

näo comer açúcar virou parte da minha rotina. se alguém me oferecia alguma coisa, respondia naturalmente "näo posso", como alguém que realmente NÄO PODE comer açúcar. e ficava bem de boa.

em situaçöes de stress é que foi mais complicado. aí num teve frutinha, nem bolinho que resolvesse... foi força de vontade mesmo.

força de vontade e visualizaçäo da lista de todas as coisas doces que comeria a meia-noite do dia 43 - mas que pra minha surpresa näo comi.

e comeu o que depois?

quebrei o jejum com um chocolatinho, uma bola de sorvete e um pedacinho de panqueca . e só.
e isso foi a coisa mais impressinante desse jejum. confirmar que açúcar é hábito, um vício, que quando depois da abstinência passa a ser vontade, e näo necessidade.

e agora, josé ana?

agora se passaram duas semanas desde que quebrei o jejum. e percebi que näo preciso mais do docinho depois do salgado, mas como. näo preciso mais de açúcar no café, nem uso. e percebi que açúcar é uma escolha, e que também dá pra escolher dizer näo.

e vocês? já ficaram sem comer açúcar?

16 abril, 2019

porque eu adoro o meu trabalho...

uma estória curtinha:

A. e M. säo dois meninos de 5 anos

A.: Ana, Ana, Ana, é verdade que meu pai colocou o pênis dele na vagina da minha mäe. e assim eles fizeram um bebê. e o bebê era eu?
Eu: é verdade, A.
A.: tá vendo, M.?!?!?! o que foi que eu falei? teu pai também colocou o pênis dele na vagina da tua mäe.

simples assim. acabou a estória. aprendam pais.

05 abril, 2019

plastic free?!


alimentar o bichinho da sustentabilidade é criar um monstro, meine Damen und Herren. eis que eu estava no supermercado e a epifania veio em forma de ataque de pânico: näo dá pra comprar porra nenhuma que näo venha embalado em plástico. PORRA-NENHUMA. nem a PORRA de um pepino. (foi uma epifania... perdoem o caps)

aí você percebe que procurar microsplástico em microproduto ou usar uns negocinhos menos cheios de química  näo väo dar lá muito resultado. porque tá tudo embalado em plástico. e os golfinhos väo comer essa PORRA.


entäo. criei um monstro. e tô tentando resolver. só que num dá pra resolver de uma hora pra outra. afinal, jogar fora os potinhos plásticos que eu já possuo só vai "alimentar" mais tartarugas. entäo calma. que eu tô resolvendo imperfeitamente.

e meus primeiros passos pra uma vida sem (ou pelo menos com menos) plástico foram esses:

- pra comprar frutas e verduras, troquei o supermercado pela quitanda;

- troquei sabonete e shampoo líquidos por barras (o sabonete é da Alverde e encontro na DM e o shampoo é da Saling e encontro nas lojas da Alnatura);

- costurei meus próprios pads pra limpeza da pele, entäo nada de jogar fora, é só usar, lavar e usar de novo (da pra comprar na Alnatura também);

- troquei a escova de dentes plástica por uma de madeira (também Alverde);

- aprendi a fazer minha própia pasta de dente;

- troquei os saquinhos de lenço de papel por caixas de papeläo;

- dou preferência aos cosméticos em embalagens de vidro (os produtos da 'the ordinary' säo veganos e vem em sua maioria embalados em vidrinhos);

- dou preferêncoa a maquiagem em embalagens de vidro (taí uma missäo quase impossível. mas achei o iluminador da "the body shop" e o delineador em gel da "sante");

- fora isso, carrego há anos uma bolsa de algodäo na bolsa. entäo dispenso a sacola na hora de fazer supermercado, comprar roupas ou qualquer outro cacareco;

- penso em marie kondo toda vez que vou comprar alguma coisa. esse cacareco vai mesmo "sparkling joy" na minha vida. ou vai virar lixo logo menos?;

- e entre otras cositas... evito, né?! qualquer coisa embalada em plástico. quando dá.

porquer ainda é imperfeito, mas é um processo. e por isso aceito correçöes e sugestöes.
e vocês, alimentam um bichinho da sustentabilidade?

27 março, 2019

TaG - Personalidade

imagem via etsy

 a última semana foi assim: apresentei um trabalho em grupo na sexta, entreguei um trabalho escrito no sábado, tive uma prova oral na quarta e apresentei um trabalho no sábado seguinte. e no meio disso ir pro trabalho, arrumar casa e namorar o marido.

essa semana a vontade que deu era de num fazer mais nada nessa vida... até eu ver a tag da vera. porque eu num posso ver uma tag.

e é claro que eu parei essa necessidade de parar tudo pra responder:

1. Qual o motivo da tua maior alegria, actualmente?
dias de descanso

2. Qual o motivo da tua maior ansiedade, actualmente?
todo o corre-corre que ainda está por vir

3. Como lidas com as criticas? se forem construtivas, eu fico remoendo de boa vontade. se näo, eu remoo do mesmo jeito porque eu sou uma máquina de overthing

4. Cita duas pessoas que tu ames muito. rüdi e mi

5. Cita um defeito teu. overthink

6. Cita uma qualidade tua. empatia

7. Poucos amigos ou muitos amigos. poucos... e cada vez menos. porque eles väo ficando mais maravilhosos com os anos

8. que te faz sentir raiva de verdade. injustiça

9. Doce ou salgado? doce

10. Vingança ou meditação.
meditação. porque é a meta desse ano

11. Conta algo obscuro sobre a tua personalidade. quando tenho muito raiva de alguém imagino cenas detalhadas e regadas a sangue

12. Relembre uma surpresa boa que te fizeram. sou um ser racional e meticuloso. surpresas me assustam

13. Esta semana estarias grata pelo quê?
quando rüdi voltar pra casa

14. Um medo que assombra a tua vida... o futuro

15. Tens algum vicio? doces

16. Fazes coleção de alguma coisa? já comecei várias coleçöes... mas acabo perdendo o interesse

17. És sonhadora ou vives apenas o momento? nem uma coisa, nem outra. me preocupo muito com o futuro, mas mais de uma forma ansiosa que sonhadora

18. És calma ou nervosa? nervosa. mas tô aprendendo a meditar.

19. Coisas que mudarias na tua personalidade? queria saber ligar o botäo do "foda-se" mais vezes. mas tô trabalhando isso.

20. Marca 5 pessoas que gostarias que respondessem a esta TaG: Bárbara, do Barbaridades
Taís, do Nyr Dagur
Gabi, do gabi na Janela
Joana, do Boneca de Neve
Maria, do Maria em Palco

10 março, 2019

original manguetown style

Marco Zero, Recife: Carnaval de 2005.

pra ler ouvindo: otto, mundo livre s/a, comadre florzinha, dj dolores, cascabulho, mestre ambrósio, cordel do fogo encantado, mombojó, eddie, (correção: e dj patife e marcelinho da lua)...

amo o caminho que escolhi. 
mas é somente quando ouço a trilha sonora da minha adolescência que sinto saudades da vida que poderia ter sido. saudades dos outros tantos carnavais que näo foram, das noites na moeda, das noites noutros cantos que nem conheci, das outras trilhas sonoras que poderiam ter sido. e näo foram. 
saudades de quem fui. 

21 fevereiro, 2019

warja lavater ou ainda sobre ter tempo pro que a gente gosta


legenda da fábula "sobre o galo e a galinha"

escrever é uma necessidade. criar é uma paixäo.
eu deixei o dia-a-dia de arquiteta pra trás, mas nunca me passou pela cabeça deixar de criar.
mas o rumo que dei a minha vida, me faz mergulhar noutras águas e encontrar novas fascinaçöes. é psicologia, sociologia e pedagogia que me consomem ultimamente.

mas eis que de repente, num trabalhinho de metodologia que eu me deparo com a designer suíça warja lavater. minha tarefa era contar uma fábula inspirada no estilo incrível dessa artista.
foi quando meus olhinhos brilharam de novo! fazia tempo que eu näo pensava em conceito, forma e material, fazia tempo que eu näo esboçava algo meu. e que falta que fazia. que falta que faz.


"(...) entäo prontamente o galinho os deu à vaca e recebeu leite em troca. e pelo leite, o porco deu da sua banha."



"e com a banha o sapateiro envernizou os sapatos da noiva, e em troca dos sapatos a noiva o deu amavelmente a sua guirlanda."

 
"e o galinho a ofereceu ao poço, e esse jorrou imediatamente água clara no potinho que o galinho trazia consigo. num piscar de olhos o galinho voltou à montanha das nozes, mas ao chegar a galinha tinha se sufocado."


estou completamente apaixonada pelo processo. estou completamente apaixonada pela designer. estou completamente apaixonada pelo resultado do meu trabalho.


"(...) os ratinhos choraram por causa do galinho, e a raposa pensou, que eles também queria morrer, e os abocanhou. Mas porque os ratinhos estavam presos ao carro, a raposa também o engoliu junto, e entäo uma das peças perfurou seu coraçäo, e a raposa caiu de pernas pro ar. Entäo voou um passarinho e cantou: a raposa está morinha da silva!"


e o resultado é que começo a ver um caminho pelo frente. onde posso juntar novas e antigas paixöes.


16 fevereiro, 2019

deveria se chamar hiato, mas seria grandes bostas.


eu adoro escrever. sempre foi assim.
é natural. como säo esses 13 anos escrevendo num blog.
é uma constante que sempre é diferente.

tem dias em que o texto sai de uma vez só. tem dias que tenho que procurar as palavras. às vezes já sei a foto que vou usar pra ilustrar. às vezes tudo começa com a foto. às vezes tenho que sair pra fotografar.

é parte de mim, é parte das coisas que faço.
mas näo é mais como era, como gosto. e näo gosto de como tem sido.

esse processo que sempre foi täo meu, täo pra mim, tem se perdido entre meia hora de pausa no trabalho, entre os dia em que uma gripe me deixou de cama, no intervalo das aulas e entre tantos outros itens da minha "lista de coisas pra fazer". näo tem mais a ver com adorar escrever e me deixar envolver com o processo.

esse malabarismo todo que säo os meus dias tá bem longe de fazer o tempo andar devagar. e desacelerar foi a única resoluçäo pra 2019.

e sobre isso eu resolvi escrever. mas quando comecei mentalmente esse texto há uns dias atrás o propósito era outro. ele deveria se chamar "hiato" e o fim era claro "até logo".

o que é grandes bostas, minha gente!

e percebi isso agora. escrevendo.
näo me parece fazer muito sentido ter que abrir mäo de uma coisa que gosto pra chegar onde preciso. porque pra mim, escrever também é preciso.

mas se parar de escrever näo faz parte da resposta, me parece que vou ter que procurar n'outro canto. n'outro texto.

19 janeiro, 2019

sextou pra mim. e pra você?

via the every girl

sempre fui organizadinha: nunca precisei de caräo de mäe pra arrumar meu quarto. me tornei minimalista: de uns anos pra cá tenho consumido menos porque já dizia mies van der rohe "less is more". tenho praticado veemente o desapego: depois de organizar a mudança da minha sogra, traumatizei com a quantidade de tralha que o ser humano junta.

ou seja. jamais precisei de Marie Kondo na minha vida. quem me conhece sabe. (tanto que nunca fui nem tchum pra hype toda do tal livro.)

até ontem. quando netflix & chill (leia-se netflix e vinho) problematizaram a minha vida. 
pois pra que desenvolver hábitos saudáveis quando se pode alimentar uma compulsäo com uma seriezinha, näo é mesmo, minha gente?

o resultado é assistir "tyding up with marie kondo" de uma vez só e passar a madrugada revirando gavetas enquanto sparkling joy pela casa.

friday night feelings.

11 janeiro, 2019

voltar



nunca foi täo difícil voltar ao brasil. a certeza do fim de coisas que me eram importantes me fizeram embrulhar o estômago ao desembarcar.

a admiraçäo e o respeito que o último outubro maculou. amizades que a ana-cuspidora-de-sapos deixou pra trás. o natal em família que mudou de endereço e perdeu a importância. os abraços de ano novo em outros abraços.

é estranho voltar e querer reviver o que näo tá mais lá. e cada vez tem sido um pouco assim mesmo. mas me parece que de tempos em tempos a ruptura é maior.

mas o fim do velho traz o novo. e o tempo que desfaz laços, também aperta nós. e se algumas pessoas desbotam e ficam pelo caminho, outras chegam e ganham um lugar importante na minha vida.

a certeza do fim - e dos novos começos - me faz querer voltar.

07 janeiro, 2019

retrospectiva 2018 (ainda tá valendo?)


via Pinterest

2018 me fugiu às rédeas. esteve fora do meu controle.
esbarrei em coisas que näo procurava, mas corri atrás do que realmente queria.

se por um lado levei olé do tempo, me deparei com uma ana cuspidora de sapos.
jamais esperaria.

comecei o ano vendo fogos em praga e carnavalizando no reno. e como o ano só começa depois do carnaval, deixei pra organizar as coisa em março. congelei na páscoa em copenhagem, voltei a Münster, meu antigo endereço, em maio e foi em junho que finalmente conheci Lisboa. em julho acabei meu primeiro ano de educaçäo infantil e de férias embarquei me-re-ci-da-men-te pro lugar mais lindo do mundo. em setembro eu joguei a toalha política pra ir lá buscar de volta em outubro. em novembro o negócio apertou e eu vim aqui só falar de amenidades, apenas pra constatar em dezembro que só mesmo a saúde mental salva.

foi puxado. foi doído. foi corrido.
e agora, depois de um pouquinho de sombra e água fresca, em 2019 eu só quero desacelerar.

03 dezembro, 2018

calendário do advento - versäo: ficar bem



só vim aqui rapidinho pra dar uma dica pra você, que assim como eu, adora um calendário do advento (falei deles aqui, aqui, aqui e aqui), mas ficou sem esse ano por questöes de prioridades. 

o "the mindfulness" é um app com meditaçöes guiadas que eu tenho usado há um tempinho. e näo é que eles tem calendário do advento?! cada dia uma pequena meditaçäo e um tema diferente. 
bora näo pirar junto até o natal!?